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Governadores se reúnem para discutir a renegociação das dívidas e Previdência

 

 

Os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Raimundo Colombo (SC) se reuniram, na tarde desta terça-feira (10/5), com o governador Luiz Fernando Pezão, licenciado até 30 de julho para tratar um câncer. O governador em exercício Francisco Dornelles também participou do encontro, realizado no apartamento de Pezão, no Leblon. Antes do encontro, Alckmin, Pimentel e Colombo almoçaram com Dornelles, no Palácio Guanabara. Os chefes dos Executivos conversaram sobre possíveis estratégias de renegociação das dívidas dos Estados com a União, tema que está sendo tratado no Supremo Tribunal Federal (STF), além da reforma da Previdência. 

 

 

– A solução para a crise dos estados passa obrigatoriamente por esses dois temas. Nenhum estado tem hoje mais condição de pagar os juros cobrados pela União. A renegociação é fundamental e todos os governadores estão empenhados nessa mudança. Assim como o Brasil precisa discutir urgentemente a reforma previdenciária. No Rio, por exemplo, o déficit da previdência é mais da metade do rombo do estado, totalizando R$ 12 bilhões – afirmou Pezão. 

 

 

Dornelles defende atraso do pagamento dos juros da dívida por dois anos.

– É um caminho que pode se discutido. Todos os estados estão com um fluxo de caixa muito violento, praticamente as receitas caíram, e as despesas indexadas subiram, de modo que você tem um descontrole financeiro a curto prazo e as despesas e juros são todas muito altas. Precisávamos de uma moratória de dois anos de juros para renegociar essa dívida com a União – sugeriu Dornelles.

 

 

Já o governador Geraldo Alckmin afirmou que a discussão depende da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado. 

– Vamos esperar essa transição para tratar da negociação da dívida. Temos que aguardar – declarou o governador de São Paulo.

 

 

Raimundo Colombo destacou que os governadores caminham para uma pauta única.

– Nosso desejo é buscar um ponto de equilíbrio que permita aos estados providenciar os serviços públicos essenciais e vencer essa crise que está afetando todo mundo – assinalou o governador de Santa Catarina.