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Gráfica mineira utiliza técnica ecológica de impressão

 

 

 Tabletes de cera que imprimem em mais de 65 mil tons de cores. Na Feira do Empreendedor, um dos espaços do Sebrae na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a gráfica mineira Ekofootprint chama a atenção pela inovação.

 

Como diferenciais, além da nitidez idêntica às cópias feitas com toners e cartuchos, a gráfica oferece a possibilidade de imprimir o número de cópias que o cliente precisa a um preço competitivo, como explica o empresário José Cláudio Fonseca. “Pode ser uma folha ou um livro: o preço, dependendo da gramatura, varia entre R$ 0,25 e R$ 0,99, enquanto o custo médio do mercado fica em R$ 2,50”.

 

A Ekofootprint pratica o conceito ecológico em todas as áreas do negócio. Do tablete, sobram cerca de 2% de resíduos, usado para fazer giz de cera. A gráfica trabalha apenas com papéis certificados, reciclados ou feitos com bagaço de cana. A entrega da encomenda é feita por veículos movidos a etanol ou de bicicleta. E nem a embalagem vai para o lixo – a empresa se responsabiliza pela coleta de papelão e plástico e recolhe até os resíduos do cliente, para serem entregues às cooperativas de catadores.

 

A tecnologia de impressão foi desenvolvida pela americana Xerox . O ex-empregado da multinacional enxergou uma oportunidade de negócio com o lançamento da máquina de porte maior. “Vi que dava para montar uma gráfica. Hoje, mais que um representante comercial, sou um consultor da Xerox no Brasil, que nos considera uma referência para todo o continente americano no que diz respeito à impressão sustentável. Também já recebi o Prêmio Sebrae de Práticas Sustentáveis. Todo esse reconhecimento é valioso e me motivou também a criar uma franquia”, orgulha-se José Cláudio, que trabalha ainda com locação de equipamento.

 

No mercado desde 2004, José Cláudio Fonseca conta que para enfrentar a descrença de novos clientes desenvolveu uma técnica de venda. “As pessoas pensam que um produto sustentável tem que ser rudimentar. Explico que isso é inovação tecnológica e, se ainda duvidarem, me ofereço para imprimir um material. Se não ficar perfeito, não cobro pelo trabalho. Nunca tive prejuízo”, brinca.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa