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Implosão presídio garante unidades habitacionais

Em 13 segundos os oito galpões do antigo Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no Centro do Rio, transformaram-se em escombros. A implosão, acompanhada pelo governador Sérgio Cabral e inúmeros secretários, permitirá que o terreno dê lugar a um projeto habitacional do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
 
Segundo o secretário de Habitação, Leonardo Picciani, em 90 dias todo o entulho será processado e o terreno estará livre para receber o empreendimento residencial. Já na próxima semana técnicos da Caixa Econômica Federal farão uma vistoria, a fim de preparar a documentação de cessão do terreno, por parte do estado, para o governo federal. Picciani acredita que a área pode receber até 2.500 unidades habitacionais.
 
– O processo de remoção e processamento do entulho é imediato. Começamos agora e demolição manual das paredes que ainda estão de pé e acredito que até o meio do ano já teremos uma definição do projeto para aquela região. O estado termina sua responsabilidade com a limpeza do terreno e a transferência para o governo federal. A partir daí, a Caixa Econômica e a Prefeitura que irão estudar, definir os projetos para a região e conceder a licença para a construção – frisou o secretário.
 
A proposta é de abrigar, prioritariamente, nesses novos apartamentos os moradores de áreas de risco do Morro de São Carlos, assim como famílias que estão ocupando irregularmente um imóvel próximo. As construtoras deverão enviar seus projetos para a Caixa Econômica Federal, que fará a análise dos empreendimentos.
 
O presídio foi construído ainda no tempo do Império. Em 1850 foi criada a Casa de Correção da Corte, o primeiro presídio do país, numa posição que permitia o monitoramento permanente dos presos. Anos mais tarde, a psicanalista Nise da Silveira conversava naquele local com o escritor Graciliano Ramos, autor de “Memórias do Cárcere”. Outro que vivenciou a rotina da Frei Caneca foi o ator e compositor Mário Lago, preso na década de 30, acusado de ser comunista.
 
– A implosão foi um grande sucesso. A partir de agora temos de arregaçar as mangas e fazer o cadastramento das famílias que irão transformar aquela região em seus lares. Estou atendendo a um pedido especial do governador Sérgio Cabral para aproveitar essa área e remanejar os moradores do Morro de São Carlos. A idéia é acomodar o maior número possível de famílias da comunidade, aproveitando o programa para oferecer aos moradores mais dignidade e segurança em um novo lar. No local das antigas casas na comunidade será feito um trabalho de reflorestamento – concluiu Picciani.

Fonte: Governo do Rio