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IPP lança “Mapeamento Participativo da Cidade do Rio de Janeiro” em Manguinhos

O Instituto Pereira Passos (IPP), o Conselho Comunitário de Manguinhos e a Fiocruz lançaram, na noite desta terça-feira (19/08), o “Mapa Participativo da Cidade do Rio de Janeiro”, no Centro de Referência de Manguinhos, onde o projeto-piloto foi implantado. Fruto de uma parceria entre o IPP, o Conselho e a ESRI, empresa internacional de Geoprocessamento representada no Brasil pela Imagem, o mapeamento tem como objetivo proporcionar um diagnóstico da cidade a partir da percepção dos próprios cidadãos. 

 

 

 

O morador poderá fazer um retrato do seu território colocando no mapa as informações coletadas em sua comunidade e divididas em oito categorias: equipamentos urbanos (escolas, creches, espaços de cultura, entre outros), estabelecimentos comerciais (como bares, restaurantes, farmácias), condições urbanas (que diz respeito à conservação de jardins, praças, ruas), abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, iluminação pública e limpeza urbana.

 

 

 

— Começamos o projeto por Manguinhos porque a ideia surgiu de uma iniciativa do Conselho Comunitário de lá. O mais importante é que este mapeamento é de fato participativo, já que os próprios moradores vão customizar os mapas e cadastrar estabelecimentos — disse o coordenador do Rio+Social, Pedro Veiga.

 

 

O IPP forneceu as bases cartográficas necessárias para que o cidadão possa incluir informações e fotos neste novo mapa com os pontos de interesse da comunidade. Para a inclusão destes dados e customização do mapa será utilizada a ferramenta ArcGIS online, fornecida pela ESRI/Imagem. Esta tecnologia possui uma estrutura totalmente online e permite a demarcação de pontos no mapa por meio do computador pessoal ou até mesmo de um celular.

 

 

 

Para o assessor do Escritório de Gestão de Projetos (EGP) do IPP, Eduardo Sá, o projeto estimula o autoconhecimento da própria comunidade.

 

 

— O mapeamento participativo é uma oportunidade de tornar as informações mais acessíveis sobre o local para que os moradores encontrem mais facilmente seus pontos de interesse — comentou ele.

 

Desde o ano do seu surgimento, em 2011, o Conselho Comunitário de Manguinhos conferiu ao mapeamento da comunidade o status de prioridade e também percebeu que este seria um desafio. Segundo Jorge Silva, membro do Conselho Comunitário, todos sempre reconheceram a importância de um mapeamento de estabelecimentos e projetos realizados na comunidade, mas faltava uma ferramenta que pudesse georreferenciar e atualizar os dados.

 

 

— Reconhecendo a expertise no IPP, no que diz respeito à cartografia, nós vimos que o Instituto poderia nos ajudar com a ferramenta que precisávamos. A partir deste mapeamento, podemos afastar um pouco este estigma da violência e mostrar as atividades que acontecem na comunidade. Isso é integrar a comunidade ao resto da cidade — explicou Jorge.

 

 

 

Anteriormente, o Conselho já havia trabalhado em parceria com a Fiocruz para fazer um mapeamento dos projetos e atividades culturais realizados por moradores locais. Esses dados serão utilizados no novo mapa.

 

 

 

O projeto-piloto nasceu em Manguinhos, mas a expectativa é de que ele se expanda para todo o resto do município. De acordo com o diretor de Informações da Cidade do IPP, Luiz Roberto Arueira, que voltou recentemente de um evento nos Estados Unidos em que se discutiu o uso da Geotecnologia em cidades de todo o mundo, o uso destas ferramentas para realizar um diagnóstico da cidade é algo já difundido em outros países.

 

 

 

— Há uma tendência no mundo de fazer um diagnóstico da cidade a partir de informações vindas da população. E esta ferramenta que lançamos permite que o cidadão conheça sua cidade não só através do seu olhar, mas de outras pessoas também — observou Arueira.

 

 

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