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Jornalistas são agredidos durante sessão da CPI dos Ônibus na Câmara do Rio

Quatro jornalistas foram hostilizados e agredidos na quinta-feira (22/08), durante a primeira audiência com tomada de depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, instalada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Os repórteres Julio Molica e Antonia Martinho, da GloboNews, foram expulsos da galeria da Casa por manifestantes favoráveis à CPI. O repórter cinematográfico da TV Band Sergio Colonesi e o jornalista do portal Terra Cirilo Júnior também foram agredidos em meio a um tumulto nas galerias e no plenário. Nenhum dos profissionais precisou de atendimento médico.

 

 

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) voltou a manifestar preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa que vem marcando a cobertura de protestos em todo o país.

Na última segunda-feira (19/08), jornalistas foram alvo de spray de pimenta disparados por policiais militares durante ato na Rua do Catete, na zona sul da cidade.

 

“Agressões a jornalistas estão se tornando perigosamente rotineiras. A democracia não é compatível com atitudes que contrariam o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji se solidariza com as vítimas e faz um apelo para que as agressões cessem, sejam perpetradas por quem forem”, diz a entidade.

 

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, Suzana Blass, e o diretor Rogério Marques se reuniram hoje com comandante da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, para cobrar o fim das agressões a jornalistas e a punição dos policiais envolvidos.

 
No encontro, ficou acertado que o sindicato e a Polícia Militar vão criar um fórum para acompanhar e debater o problema, envolvendo também a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

 

Suzana Blass pediu o fim dessas agressões e sugeriu um protocolo que seja respeitado por todos os policiais militares. Ela disse que há pouco tempo presenciou uma ação violenta do Batalhão de Choque em Niterói.

 

O coronel Luís Castro argumentou que a tropa é orientada a usar armas não letais apenas em casos extremos e disse que o policial que jogou spray de pimenta nos jornalistas na Rua do Catete foi afastado do trabalho de rua e está sendo submetido a uma avaliação psicológica. O comandante alegou explicou que grupos infiltrados entre os manifestantes buscam o confronto, depredando o patrimônio público e agredindo policiais com pedradas e cusparadas para provocar uma reação.

 

Os diretores do sindicato deixaram claro, no entanto, que não há justificativa para atos de violência contra jornalistas que estão ali trabalhando.

 

Agência Brasil