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Justiça garante acesso da imprensa às audiências do caso Bernardo Boldrini

O pedido de defesa de Graciele Ugulini, acusada de ajudar a matar o enteado Bernardo Boldrini, de 11 anos, para proibir o acesso da imprensa ao prédio do Fórum durante audiência do caso foi negado na tarde de  segunda-feira (1/9). A decisão é do juiz Marcos Luís Agostini, da Comarca de Três Passos (RS).

 

Crédito:Reprodução/Facebook
 
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Agostini avaliou que o processo não ocorre em segredo de justiça e a liberdade de imprensa é direito assegurado no artigo 220 da Constituição Federal, o que inclui a permissão de acesso em prédios públicos para obtenção de dados sobre o caso.

 
 
 
Além disso, o magistrado afirmou que não há como saber quem repassou para a imprensa cópia do DVD contendo com a gravação do interrogatório de Graciele ou da carta escrita por ela de dentro da prisão, criticando as condições da Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).

 
 
O Caso

O corpo de Bernardo foi encontrado no dia 14 de abril deste ano, num matagal no município de Frederico Westphalen (RS). Além de Graciele, o pai do menino, Leandro Boldrini, e os amigos do casal, Edelvânia e Evandro Wirganovicz, são acusados pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver.