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''LAPINHA'': além da voz e da pintura

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O espetáculo conta a história de Joaquina Maria Conceição da Lapa, conhecida como Lapinha. A personagem foi uma cantora lírica e atriz dramática que alcançou grande sucesso no final do século XVIII e início do século XIX. 

 

 

“Lapinha”  leva para o palco uma versão romântica da vida da artista, uma vez que seu talento e sucesso são documentados em raríssimos registros da época (como críticas e programas de espetáculos), mas pouco se sabe sobre sua vida pessoal.

 

 

Com trilha sonora especialmente composta para o espetáculo, a montagem narra toda a trajetória da atriz e cantora, a começar pela infância, quando a menina que adorava cantar já chamava atenção por sua beleza e pela voz privilegiada.“Lapinha era uma mulher transgressora, ousada, de brilho próprio e muito avançada para sua época”, explica Isabel Fillardis, idealizadora do projeto. “Fizemos um texto com uma narrativa leve, objetiva e fácil para falarmos desta heroína, que será conhecida por todo Brasil”, diz Fillardis. 

 

 

Por ser negra, a artista enfrentou uma série de preconceitos, chegando a utilizar em suas apresentações, cosméticos que disfarçavam o tom escuro da sua pele tornando-a “mais branca”. Com sua bela voz e seu enorme carisma, Lapinha tornou-se a primeira cantora da raça negra a destacar se na arte cênica brasileira e internacional. Numa época em que a própria presença feminina no palco era bloqueada, é curioso que uma mulher de raça negra tenha feito tanto sucesso, a ponto de obter da Rainha D. Maria e do Príncipe Regente uma autorização para apresentar- se em Portugal, onde seu sucesso foi também estrondoso.

 

 

Filha de uma negra liberta, a menina Joaquina torna-se uma espécie de “talismã” da mãe, que logo entende que o encantamento despertado pela filha pode garantir às duas um tratamento diferenciado apesar da cor da pele. A menina cresce, apresentando-se informalmente em reuniões familiares e festas. Nestas reuniões, a jovem Joaquina enfrenta reações preconceituosas, assédios de cavalheiros, agressões de senhoras ciumentas.

 

 

Mas sempre que começa a cantar todos se rendem à sua bela voz e seu talento, que não tardam a ultrapassar o ambiente dos salões. “Lapinha tinha uma paixão muito grande pela arte. Mergulhamos nessa história do final do século XVlll  para resgatar a delicadeza e a força de uma mulher que o Brasil não conhece. Era uma cantora negra de talento único, que viveu no período colonial brasileiro. E se consagrou no Rio de Janeiro e Portugal, onde morou durante 14 anos”, comentam os diretores Edio Nunes e Vilma Melo.

 

 

 

Ficha Técnica

Texto: João Batista 

Direção: Edio Nunes e Vilma Melo

Letras, músicas, arranjos e direção musical: Wladimir Pinheiro

Elenco: Isabel Fillardis, Zezeh Barbosa, Helga Nemeczyk, Ivan Vellame, Naná Nascimento e Ruben Gabira

Orquestra: Felipe Tauil, Gabriel Gravina, Isabelle Albuquerque, Luiz Felipe Ferreira e Whatson Cardozo

Iluminação: Aurelio De Simoni

Sonorização: Andrea Zeni

Cenografia e Figurino: Espetacular! Produções e Artes (Ney Madeira, Dani Vidal e Pati Faedo)

Visagismo: Mona Magalhães

Preparação vocal: Ester Elias e Marcelo Sader

Programação visual e fotografia: Leo Viana

Direção de palco e assistete de produção: Ailime Cortat

Operador de luz: Anderson Schineider

Operador de som: Arthur Ferreira 

Microfonista: Victor Licazali

Contra-regra: Marcus Callegario

Assistentes de Fotografia: Heloah Bacellar e Leonardo Alves

Assistente de sonorização: Joyce Santiago

Equipe de montagem de som: Arthur Ferreira, Victor Licazali e Uberlan 

Assistente de Cenário e Adereços de Cena: Vinícius Lugon

Assistente de Figurino: Bruma Nattrodt

Perucas: Divina Lujan

Confecção de panier: Claudia Taylor

Costura: Atelier Três Meninas

Cenotécnica: André Salles e Equipe

Costura de Cenário: Rosângela Lapas

 

Assessoria de imprensa: Will Comunicação e Luiz Menna Barreto

 

Produção Executiva:  Deborah Aguiar e Alessa Fernandes

Direção de produção: Isabel Fillardis e Leticia Napole

 

 

 

SERVIÇO

Local: Teatro Clara Nunes  – Shopping da Gávea (Rua Marques de São Vicente, 52, 3o Piso)

Telefone: 4003-2330.

Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 15h

Estreia: 15 de outubro. Temporada até 19/12

Pre-estreia: 10/10

Valor:  R$ 60

Horário: quarta 21h, quinta 18h30 e sexta 19h

Capacidade: 435 lugares

Duração: 80 minutos

Classificação: livre

Gênero: musical

 

 

Informações para a imprensa:

Luiz Menna Barreto e Will Comunicação 

Leticia Napole – Produção