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Maioria dos casos de violência contra idosos é psicológica, segundo pesquisa da Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Distrito Federal realizou  na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, mutirão para oferecer orientação para idosos que sofreram algum tipo de violência. Segundo dados da defensoria, o maior número de casos de violência é a psicológica, com 53% dos casos, seguida de negligência (33%) e exploração financeira (30%). O mutirão faz parte das ações de comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

 

 

A Defensoria Pública atendeu 336 casos de violência contra idosos no DF em 2011. Desse total, 66% foram agredidos pelos filhos, o que corresponde a 224 casos. As mulheres idosas são as que mais sofrem agressões (67,4%).

 

 

A coordenadora do Núcleo de Idoso da Defensoria Pública e também presidente do Conselho do Idoso, Paula Regina Ribeiro, disse à Agência Brasil que o quadro não mudou nos últimos seis anos. “Ao longo desse período, não houve políticas públicas de combate à violência contra o idoso”, disse.

 

 

Para a psicóloga Fernanda Braga, da Central Judicial do Idoso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a classe econômica não é relevante nos casos de violência contra o idoso. ” Não importa a renda do idoso, a violência acontece do mesmo jeito”, disse. Segunda a pesquisa, a renda de 34% dos idosos que sofreram algum tipo de violência é até um salário mínimo e 21% recebem mais que cinco salários mínimos.

 

 

Em relação à violência sexual, Fernanda acredita que o assunto ainda é tabu entre os idosos. “Apesar de a violência sexual ficar entre os últimos lugares da pesquisa, os dados não mostram a realidade. Os idosos não têm coragem de denunciar os agressores”, disse Braga.

 

 

Dorinato Alves de Faria, 87, foi conferir a palestra. Para ele, a orientação foi importante para que os idosos saibam quais seus direitos e o que devem fazer em casos de violência. “A palestra foi esclarecedora, pois tem muita coisa que a gente não sabe que tem direito. Nunca sofri nenhum tipo de agressão, mas assim, eu até posso ajudar quem sofreu”.