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Mais um crime na Barra

Por Joyce Pimentel*

O empresário Renato Biasotto Mano Júnior, de 52 anos, foi assassinado a facadas no interior do apartamento onde morava com a família, no Condomínio Ocean Star, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, no início da manhã de ontem (13/06). Segundo a polícia, a principal suspeita é a mulher da vítima, Alessandra D`Ávilla, 35. Ela e o filho do casal, de cinco anos, estão desaparecidos desde o crime.
A delegada Juliana Domingues, adjunta da 16ª DP (Barra da Tijuca), solicitou à Justiça a prisão cautelar da suspeita. Agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) informaram que vizinhos contaram que ouviram uma discussão entre o casal, por volta das 7h. Os vizinhos contaram a polícia ter visto a mulher saindo com o filho do casal.
Em seguida, a vítima apareceu no hall do edifício, ferido e sangrando muito. Com marcas de facadas no rosto e no peito, Renato rastejou até a entrada do edifício, onde o porteiro chamou uma ambulância. No entanto, o empresário não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser atendido.
Renato Júnior deu uma festa em seu apartamento na noite da última sexta-feira (12/06), Dia dos Namorados. Um amigo da vítima, Eduardo Pedroso, estava presente com a esposa e contou que eles beberam três garrafas de vinho, enquanto a esposa de Renato teria bebido uma garrafa de champagne.
— Nós ficamos bebendo vinho. Se não me engano, foram três garrafas, enquanto a Alessandra bebeu champagne. Por lá, tudo seguiu sua normalidade. Nós brincamos, dançamos, conversamos. Até que às 2h30 eu e minha mulher resolvemos voltar para casa e seguimos nosso caminho nos despedindo de um casal feliz – disse.
Segundo Pedroso, ele deixou o apartamento por volta das 2h30.
— Alguma coisa aconteceu depois que fomos embora. Ele ligou várias vezes para o meu celular, mas, como eu estava dormindo, não atendi. Foi minha mulher que, devido à insistência das ligações, atendeu. Ele chegou a comentar com ela que as coisas não estavam bem e pediu para falar comigo, mas, como nunca poderia suspeitar do que estava acontecendo, achei melhor continuar dormindo — contou Eduardo.
O porteiro ainda chegou a desconfiar de Alessandra no momento em que ela saía de carro com o filho, devido às marcas de sangue que estariam em seu corpo. Para conseguir sair do condomínio, a suspeita disse que foi agredida pelo marido e que estaria indo prestaria queixa na delegacia.
Agentes da 16ª DP apreenderam dois laptops, um aparelho de Karaokê e uma câmera fotográfica que continha diversas fotos, inclusive as da reunião da noite anterior ao crime. A Polícia Federal informou que a delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, foi notificada pelos policiais sobre a possibilidade suspeita deixar o País e ressaltou que está tomando todas as medidas necessárias para evitar a fuga.

Relacionamento de ciúmes e brigas

Segundo amigos do casal, a relação que durava seis anos foi marcada por desentendimentos. Alessandra era mulher de um amigo da ex-mulher esposa de Renato, que foi padrinho de seu casamento. Meses depois, os dois se separaram e foram viver juntos.
Ainda de acordo com amigos, ela chegou a se submeter a um exame de DNA quando ficou grávida, para atestar a paternidade. As brigas eram comuns. No ano passado, depois de uma discussão, Alessandra abriu a cabeça do marido depois que jogou um cinzeiro contra ele. Na ocasião, Renato chegou a registrar queixa na 16ª DP, mas acabou seguindo seu casamento normalmente.
Segundo o amigo Eduardo, ele era muito ciumento.
— Ele a amava demais, e por isto, tinha muito ciúmes. E ela, por outro lado, era mais fria, não demonstrava tanto assim. Não raro ele me ligava para comentar que tinha brigado com a mulher. Mas ele sempre foi muito carinhoso com ela, fazia de tudo pela esposa, coisa que não era muito recíproca — comentou.
Na página do site de relacionamentos Orkut, Renato mostrava todo o amor que sentia pela esposa. Como frase de início, logo embaixo de seu nome, escreveu "Amo ale e meus filhos", em referência a esposa e aos filhos. Renato deixa outro filho do primeiro casamento com 17 anos.

* repórter especial AIB – [email protected]

Fonte: AIB