Início Plantão Brasil MEC quer reduzir repasses e reformular programa de formação de professores

MEC quer reduzir repasses e reformular programa de formação de professores

Concurso-professores

O Ministério da Educação (MEC) quer reduzir de R$ 750 para R$ 250 o valor por bolsista repassado às instituições de ensino para o custeio das atividades desenvolvidas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Além disso, a intenção é reduzir as áreas de atuação, focando na alfabetização e excluindo do programa áreas como educação física, artes, música e teatro, previstas no edital em vigência. Os futuros professores atuarão em escolas com baixo desempenho nas avaliações do MEC.

 

 

 

Segundo o MEC, o objetivo é integrar o Pibid a outros programas da pasta como o Mais Educação, voltado para promover o ensino integral, e o Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, ação para alfabetizar as crianças até os 8 anos de idade. O Pibid deverá apoiar a realização das metas de alfabetização e letramento no ensino fundamental e de qualidade do ensino médio. Das 30 mil bolsas a serem ofertadas aos estudantes de licenciatura, 12 mil (40%) deverão ser para pedagogia. Esses estudantes atuarão do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

 

 

 

 

O Pibid oferece bolsas para que alunos de licenciatura atuem dentro das escolas públicas, com a orientação de um docente, de forma a fortalecer a formação dos futuros professores e incentivá-los a lecionar no ensino básico, seja na educação infantil, no ensino fundamental ou no ensino médio.

 

 

 

O programa prevê bolsas mensais de R$ 400 para estudantes de licenciatura; de R$ 765 para professores supervisores, que devem acompanhar pelo menos cinco estudantes; e de R$ 1.400 para coordenadores. Os valores das bolsas deverão ser mantidos no novo edital. Atualmente, há cerca de 90 mil bolsistas fazendo estágio em 5,8 mil escolas públicas. Dessas unidades, cerca de 1 mil têm baixo desempenho.

 

 

Pela proposta, o programa passa a focar em pedagogia, na educação infantil, e em letras, matemática, geografia, história, física, química, filosofia e sociologia, no ensino fundamental e médio. O corte no custeio, segundo Alessandra, terá impacto principalmente nas viagens e na participação dos alunos em encontros para trocas de experiências, o que, segundo ela, é fundamental para a formação dos futuros professores.

 

 

 

 

Em nota, a pasta diz que o Pibid é um programa estratégico do MEC e assegura que não haverá corte de bolsas. “O programa será reformulado para garantir o atendimento a mais escolas de educação básica, principalmente as que mais necessitam”, diz e acrescenta que as sugestões de aprimoramento “estão sendo discutidas com o Fórum dos Coordenadores Institucionais do Pibid. O MEC irá analisar e apresentar novo edital do programa oportunamente”.

 

 

 

As mudanças estão sendo discutidas em grupo formado pelo MEC, Undime, Consed, Fórum Nacional do Pibid, Andifes, Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional (Conif). O grupo deverá se reunir ainda hoje (15) para discutir o edital.