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Moradias para os desabrigados do morro do bumba

O Governo do Estado irá inaugurar mais unidades habitacionais para os desabrigados do Morro do Bumba, atingidos pelas chuvas em abril de 2010. Em junho, será entregue o condomínio Viçoso Jardim, em Niterói, com 180 apartamentos e investimento de R$ 11 milhões. O primeiro conjunto habitacional inaugurado foi o Várzea das Moças, na Estrada Velha de Maricá, Região Oceânica de Niterói, ainda em abril.
– Assim como fizemos em outras cidades, em Niterói estamos construindo moradias dignas, que vão ser doadas a pessoas que perderam os seus lares. O Estado investiu mais de R$ 46 milhões nessas obras, que vão deixar pra trás aqueles dias de tristeza nos morros do Bumba e do Céu – afirmou o vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão.
  
Obras de recuperação e contenção concluídas em março de 201
  
As secretarias de Obras  e do Ambiente concluíram, em março do ano passado, as obras de recuperação e contenção nos morros do Céu e do Bumba. Com recursos de R$ 35 milhões, foram realizadas técnicas de impermeabilização, drenagem e contenção nas duas áreas, que somam mais de 300 mil metros quadrados. 
 
No Bumba, foram feitas 30 perfurações de sondagem, contenção e a estabilização do terreno para evitar o risco de novos deslizamentos, entre outras intervenções. No Morro do Céu, a obra teve como principal objetivo a recuperação ambiental.
 
Qualidade de vida longe das áreas de risco    
No Várzea das Moças, foram investidos mais de R$ 4,6 milhões na compra dos 93 imóveis, construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com prestações subsidiadas pelo Estado. Os apartamentos foram distribuídos em três blocos e quatro pavimentos, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de guarita, centro de convivência e área de lazer.
 
No dia da mudança, os moradores também ganharam fogão, geladeira, máquina de lavar, sofá, cama e televisão de uma loja de eletrodomésticos, além de cestas básicas e produtos de higiene.
– A vinda para o Várzea das Moças aconteceu bem rápido. Isso foi importante para a minha família, que já tinha sofrido muito por perder a casa e os móveis do dia para a noite – disse Priscila Oliveira, de 30 anos, que mora no bloco 3 com o marido e dois filhos.
Para João Batista da Silva, de 51 anos, a mudança para o condomínio também significou a conquista de emprego. Ele mora com a esposa no apartamento 201 e trabalha como porteiro no condomínio.
 
– É um lugar tranquilo para se ter uma vida digna como cidadão. A minha situação agora é muita boa. Gosto de trabalhar 
aqui – afirmou João.

Fonte: Governo do Rio