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Morre ex-prefeito de SP Celso Pitta

O ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, morreu às 23h50 desta sexta-feira (20/11), aos 63 ano, em decorrência de câncer disseminado no intestino. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 3 de novembro.
 
A luta do ex-prefeito contra doença teve início em janeiro. Em abril ele chegou a ser autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cumprir pena em prisão domiciliar por causa da doença. Pitta havia sido condenado por não pagar pensão alimentícia à ex-mulher Nicéa Pitta.
No ano passado, o ex-prefeito foi preso durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal, acusado de envolvimento em crimes contra o sistema financeiro.
 
Também em 2008, o ex-prefeito havia sido condenado pela Justiça federal de São Paulo pelos crimes de desvio de verba pública e endividamento do município, no episódio que ficou conhecido como escândalo dos precatórios, referentes ao período em que ele era secretário das Finanças da prefeitura de São Paulo, na gestão do então prefeito Paulo Maluf (PP-SP).
 
O velório ocorrerá a partir do meio-dia, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro está marcado para as 17h, no Cemitério Getsêmani.
 
O corpo foi no Cemitério Getsêmani. O caixão foi envolvido com a bandeira do PTB, partido de Pitta, enviada pela diretoria estadual da legenda.
No velório, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, a companheira de Pitta nos últimos anos, Rony Golabeck, disse que ele era uma pessoa “extremamente boa” e que foi “usado”. “Ele foi muito injustiçado, tenho certeza absoluta”, afirmou.
Rony disse que vai escrever um livro para contar histórias ainda desconhecidas sobre o ex-prefeito. Para a viúva, o ex-prefeito não deveria ter trocado a carreira de economista pela política. “Ele não deveria ter largadao a economia, ele era um grande economista. O Celso não era político”, afirmou Rony.
Participaram do velório parentes, amigos e políticos. Muitos dos presentes se referiram ao ex-prefeito como um injustiçado e também lamentaram o seu envolvimento com a política. 
Pitta chegou à prefeitura de São Paulo, em 1997, apadrinhado pelo ex-prefeito, Paulo Maluf (PP-SP), que o antecedeu no cargo e do qual havia sido secretário de Finanças. Sua gestão foi marcada denúncias de irregularidades e corrupção.
 
O investidor Naji Nahas também considerou o político como um “grande injustiçado”. Segundo Nahas, o ex-prefeito teria dito que a sua doença estava relacionada à “mágoa”. O investidor foi preso junto com Pitta e o banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Eles foram acusados de crimes contra o sistema financeiro.
 
Em janeiro deste ano, Pitta realizou uma cirurgia para retirada de um câncer no intestino. No entanto, de acordo com Rony, ele teria reagido mal  à quimioterapia. Com o agravamento do quadro, ele foi internado no último dia 3 no Hospital Sírio-Libanês, onde morreu.

Fonte: Agência Brasil