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Mostra “Caridade é Amor”, na biblioteca nacional

A partir desta terça-feira, de 28 de fevereiro de 2012, a Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) expõe obras do seu acaervo para descrever a “Caridade é Amor”, segundo texto e imagens dos séculos passados. A mostra inaugura a série “Ao Pio Leitor… A Virtude”, que oferecerá sete eventos voltados para o tema, durante os próximos anos. Sempre com a entrada franca.

Até 13 de abril, visitantes irão conhecer a história da mais nobre das virtudes por meio de mais de 20 itens do acervo da FBN. Ilustrações de autores do século XVII, como Raphael Custodis e Daniel Cramer, fazem parte da mostra. São as Emblematas , obras de cárater moral e pedagógico ricamente ilustradas.

De autoria de Custodis, um dos desenhos mostra o amor, com auxílio da sorte, vencendo a inveja – que aparece travestida de ciúme. A obra data de 1622. “A Caridade tudo suporta”, de Crammer, distingue-se pela citação bíblica que circunda a imagem do emblema.

Outro destaque é“Psychomachia”, de Prudêncio. Na peça literária de estilo alegórico, o poeta cristão da Idade Média trata pela primeira vez das sete virtudes – que são enumeradas em contraposição aos pecados capitais.

Considerada o fundamento de todas as virtudes, a Caridade é interpretada como Amor na doutrina católica. Na Primeira Epístola aos Coríntios, São Paulo disserta sobre o tema. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, não sou nada” (I Cor, 13, 1-2). O mote foi resgatado ao longo da história por diversos artistas, que vão de Camões em seu “soneto 81” ao grupo Legião Urbana, na letra da música “Monte Castelo”.

Assim como ocorreu entre 2006 e 2008, quando foram retratados os sete pecados capitais (Inveja, Orgulho, Ira, Preguiça, Avareza, Gula e Luxúria), agora é a vez das sete virtudes, que além da Caridade, o ciclo de exposições trará: Humildade, Mansidão, Diligência, Generosidade, Temperança e Castidade.

Virtude da Caridade
A partir de 28 de fevereiro, na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, 219, 3º andar – Centro, Rio de Janeiro – RJ
De segunda à sexta, de 10h às 16h
Entrada Franca

 

Fonte: Assessoria de Imprensa