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Município amplia cobertura do Cegonha Carioca em comunidades pacificadas

 

As comunidades pacificadas da Zona Sul têm agora mais um motivo para se orgulhar: as futuras mamães do Chapéu Mangueira/Babilônia (Leme), Santa Marta (Botafogo), Vidigal (São Conrado) e Vila Canoas (também em São Conrado) terão direito a transporte e assistência no momento de dar à luz. E isto só será possível graças à expansão da cobertura de ambulâncias do Programa Cegonha Carioca, anunciada neste sábado, dia 14, pelo prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, durante cerimônia realizada na comunidade do Leme. A partir de agora, com a ampliação do serviço, 38 bairros da cidade passam a contar com os veículos, que já realizam este tipo de atendimento na Rocinha, Santa Cruz, Sepetiba, Paciência, Complexo do Alemão e a região de Madureira e adjacências.

 

 

Com investimento total de R$ 17 milhões, o Programa Cegonha Carioca é um projeto pioneiro e já beneficiou mais de 700 gestantes. Até o fim deste ano, o transporte será levado para toda a cidade, beneficiando mais de 50 mil gestantes por ano, que, além de poder contar com as ambulâncias, receberão enxoval completo se fizerem todos os exames de pré-natal durante a gravidez.

 

 

Ao lado do secretário, o prefeito do Rio destacou os benefícios do programa, bem como a importância de se acompanhar a gestação com exames pré-natal:

 

 

– É fundamental que as grávidas façam os exames de pré-natal. Por isso, oferecemos toda essa estrutura às futuras mães, para que tenham seus filhos com total segurança e atendimento de qualidade. O kit que distribuímos nada mais é do que uma forma de recompensar as mães que cuidam da saúde de seus bebês. Portanto, trata-se de um programa que tem relação direta com a saúde e muito a ver com o respeito – disse Paes, completando que este trabalho se consolidará, ainda mais, com a abertura das três novas maternidades da cidade: no Hospital Pedro II, em Santa Cruz; ao lado do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro; e no Hospital da Mulher, em Bangu.

 

 

O secretário municipal de Saúde também falou sobre a importância do programa:

– É um incentivo para que as gestantes cumpram o pré-natal, uma iniciativa que nos deixa muito feliz, principalmente pela oportunidade que oferecemos de que cada futura mamãe tenha o direito de conhecer a maternidade onde terá o seu bebê e de chamar uma ambulância específica, dedicada ao programa, para transportá-la à maternidade.

 

 

Grávida de sete meses de uma menina, Daiane dos Santos, moradora do Chapéu Mangueira, é só elogios para atendimento que recebe na Clínica da Família da Babilônia.

– Faço meu pré-natal naquela unidade desde o 3º mês de gestação e o atendimento é excelente. Minhas consultas são marcadas, acontecem pontualmente e todos os exames são realizados na própria clínica. Infelizmente não pude contar com esses benefícios durante a gestação de meu primeiro filho, que tem sete anos. Ter uma ambulância que te pegue em casa, e vai te dando assistência durante o caminho, dá uma segurança enorme – disse a futura mamãe da Lana.

 

 

No programa, as gestantes realizam o pré-natal em unidades da rede básica municipal, recebem o Passaporte Cegonha, onde fica registrada a maternidade de referência para a realização do parto. Na hora do nascimento do bebê, fazem o deslocamento em uma ambulância exclusive do programa. Após o nascimento, as fotos dos recém-nascidos nas maternidades municipais podem ser acessadas no site da Prefeitura do Rio (www.rio.rj.gov.br). Amigos e familiares podem obter informações como peso, altura, data e horário do nascimento.

 

 

A Prefeitura do Rio tem como meta a redução da mortalidade materno-infantil. Para isso, vem investindo em ações de prevenção e promoção da saúde que já apresentam resultados. As taxas tiveram queda de 2009 para 2010. A mortalidade infantil caiu de 13,6 para 12,7 mil nascidos vivos e a materna de 71,1 para 51,9 por cem mil nascidos vivos. A cidade do Rio tem, em média, 80 mil nascimentos por ano. Destes, 70% são realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Fonte: Prefeitura do Rio