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Número de mulheres que atua na Construção Civil aumentou 65%

O número de mulheres que atua na Construção Civil aumentou 65% na década, mostra a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do MTE. Se no ano 2000 elas eram pouco mais de 83 mil entre 1,094 milhão de pessoas empregadas, em 2008 elas ocupavam 137.969 vagas num estoque de trabalhadores de quase 2 milhões.

 

Que salto alto, maquiagem glamorosa, roupa estilosa, que nada… a moda feminina agora é macacão, cimento, poeira, barulho e muito, mais muito quebra-quebra. Isso mesmo, elas deixaram de lado as tarefas domésticas, para darem seu toque feminino na construção civil. Fato constatado por informações do Ministério do Trabalho e Emprego, que mostram que, somente no intervalo entre 2007 e 2009, o número de mulheres contratadas nas empresas da construção cresceu 44,5%. No primeiro bimestre de 2010,  5.258 delas conseguiram emprego na área, ocupando 5,9% das vagas geradas no setor nesse período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos dois primeiros meses do ano passado, elas ocuparam 1.629 vagas das mais de 14 mil geradas pelo setor, ou seja, 11,49%.

 

Há algum tempo engajada no setor de segurança e saúde no trabalho, a gerente de marketing do Guia do EPI (Equipamento de Proteção Individual), Bianca Alves garante que a velha história de “sexo frágil”  ficou pra trás, e hoje as mulheres já atuam em todas as áreas do setor.  “Elas começaram atuando no setor como engenheiras e técnicas de segurança em canteiros de obras. Agora o trabalho se estendeu para atividades de pedreiro, ajudantes, azulejistas, ceramistas, eletricistas e encanadores. Elas são mais dedicadas, muitas delas são qualificadas, pois fazem cursos e acabam superando os homens”, diz ela.

 

Ainda segundo Bianca, a modesta “invasão feminina”, tem chamado a atenção também dos fabricantes de EPI’s, que já estão produzindo equipamentos personalizados, para ressaltar a beleza dessas mulheres.  “Estão sendo feitos, cada vez mais, EPI’s especiais para o tamanho das mulheres, a anatomia, ou para serviços ligados diretamente a elas.

Estes, geralmente na cor rosa, já que costumam dizer por aí, que nós mulheres vivemos em um mundo cor de rosa”, brinca ela, que faz questão de ressaltar, que não é só na área da construção civil que as mulheres estão deixando sua marca. “Elas estão espalhadas em diferentes setores, ocupando desde funções estratégicas até as mais simples”, conclui.

(www.guiadoepi.com.br).

 

Fonte: Thaís Medeiros