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Obras do Museu da Imagem e do Som chegam a 70% de conclusão

Avançam as obras do MIS, na Avenida Atlântica - Fotógrafo: Marcelo Horn
Avançam as obras do MIS, na Avenida Atlântica – Fotógrafo: Marcelo Horn

 

Desde a semana passada, quem passa pela praia de Copacabana já pode ter ideia de como será a futura sede do Museu da Imagem e do Som (MIS). Os andaimes que cobriam a fachada do museu já foram retirados. A obra, que está com 70% de conclusão, recebe investimentos de R$ 100 milhões, em uma parceria com a Fundação Roberto Marinho. A conclusão das intervenções está prevista para o fim deste ano.

 

 

 

A construção do novo museu foi divida em três etapas: demolição da antiga Boate Help; fundações e estruturas; acabamentos, instalações e esquadrias. A execução das fundações foi um dos maiores desafios da obra, consumindo boa parte do cronograma planejado. Isso se deve aos problemas encontrados e imprevistos que geraram soluções tecnológicas inovadoras.

 

 

 

– Tenho certeza de que a nova sede do MIS será um símbolo do Rio reconhecido no mundo todo, e é isso que os cariocas estão vendo agora, com a retirada dos andaimes da fachada da obra – afirmou o governador Luiz Fernando Pezão.

 

 

 

Com 9,8 mil metros quadrados de área, divididos em sete pavimentos, o museu abrigará salas de exposição de pequena e longa duração, salas para atividades didáticas, uma sala de teatro e cinema com 280 lugares, espaços destinados à pesquisa e o Museu Carmem Miranda, além de lojas, restaurante panorâmico, bar, boate e mirante.

 

 

 

 

– Essa é uma edificação que eleva o nível da engenharia devido a sua complexidade. Tenho certeza de que o MIS será uma verdadeira joia para o bairro de Copacabana – disse Ícaro Moreno, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), engenheiro responsável pelo gerenciamento da obra.

 

 

 

Seu percurso narrativo foi construído com base em duas ideias: a da rua como local de entretenimento e como símbolo da criação popular, que representa grande parte da produção artística da cidade. A intenção é conduzir o visitante para um passeio pelo acervo da instituição, pela cidade e pelo tempo.

 

 

 

– Participar da concepção e implantação da nova sede do MIS e acompanhar de perto a evolução dessa obra têm um significado muito especial para nós. É a celebração de uma trajetória que trouxe para o Brasil um novo conceito de museus – afirmou Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho.

 

 

Arquitetura e sustentabilidade
Os arquitetos responsáveis pelo projeto buscaram inspiração nas curvas do calçadão de Copacabana – o mesmo passeio que inspirou a curadoria – e desenharam um prédio capaz de dialogar com a paisagem, democratizar a vista da praia e ser um novo ícone arquitetônico para a cidade. Eles “dobraram” a calçada, transformando o prédio em um grande bulevar vertical.

 

 

 

O cuidado e a preocupação com o meio ambiente permeiam todas as fases do projeto, desde a demolição do prédio, que ocupava originalmente o terreno onde está sendo construída a nova sede do Museu, na Avenida Atlântica. A demolição foi feita de forma seletiva e teve um índice de reciclagem e reaproveitamento de 99,81% dos materiais. O projeto busca a certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), concedida pela Organização não governamental americana U.S. Green Building Council, de acordo com os critérios de racionalização de recursos atendidos por um edifício.

 

 

 

 

– A escolha da praia de Copacabana como seu endereço está intimamente ligada ao caráter plural do bairro, um dos cartões-postais mais conhecidos no mundo. O bairro é de fácil acesso, recebe um grande contingente de visitantes, e ainda serviu de inspiração para os músicos, escritores, artistas plásticos, pensadores e fotógrafos cujo trabalho moldou a cultura do Brasil. O prédio que estamos construindo tem um projeto arrojado, de incrível arquitetura, com espaços pensados para que o público desfrute de um acervo maravilhoso, com imagens, objetos, textos e outras formas de expressão que compõem uma espécie de relicário da cultura do Rio de Janeiro e do país – explicou a secretária de Cultura, Adriana Rattes.

 

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