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Obras subterrâneas do Porto Maravilha avançam a até 46m de profundidade

obra-subterraneaA Prefeitura do Rio apresentou neste domingo (08/06) as obras dos túneis da Região Portuária, a até 46 metros de profundidade. Fundamentais ao redesenho do Centro, os túneis do Binário e da Via Expressa vão mudar a configuração do trânsito na região. Grande desafio de engenharia e logística, executados em uma das áreas mais movimentadas do Rio, os túneis empregam cerca de mil homens que trabalham 24 horas por dia, de segunda-feira a sábado.

 

De acordo com o cronograma da operação urbana Porto Maravilha, o Túnel do Binário será concluído no segundo semestre deste ano. Passará por período de comissionamento, quando equipamentos e procedimentos de funcionamento e segurança serão testados e ajustados antes da operação plena. Incorporado aos 3.500 metros da Via Binário do Porto, em operação desde novembro de 2013, contribuirá na distribuição do tráfego interno nos bairros da Região Portuária e seus acessos ao Centro.

O estágio atual é de 77% de execução entre escavações simultâneas, concretagem, aterro, construção de lajes, colunas, infraestrutura e acabamento. Construído a partir de seis frentes de trabalho e um poço de serviço (área de passagem de homens, máquinas e material) na Praça Mauá, o túnel terá três faixas de rolamento, 1.480 metros, com início na Rua Primeiro de Março e término na Rua Antônio Lage, próximo ao Moinho Fluminense, no sentido Centro-Rodoviária.

Alberto Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), disse que os túneis do Porto Maravilha estão dentro do cronograma planejado para a área. Segundo ele, o Túnel do Binário deverá ser concluído no segundo semestre deste ano:

“Temos um período de comissionamento, quando a estrutura passa por testes sistemáticos. Os 1.480 metros de extensão serão liberados a partir de testes operacionais e de segurança. Assim como fizemos com a Via Binário do Porto, o Túnel do Binário será aberto por duas horas, depois um pouco mais, quatro, seis horas, até ser liberado ao tráfego. Com aprovação nos testes, incorporado ao sistema viário da Região do Porto do Rio, o túnel vai contribuir muito para a mobilidade no Centro”,

Paralela à Via Binário do Porto, com 6.847 metros de extensão, a partir de 2016 a Via Expressa será importante conexão entre Aterro do Flamengo, Avenida Brasil e Ponte Rio-Niterói. Tem 3.370 metros em superfície do início da Avenida Rio de Janeiro nas imediações do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) ao Armazém 8 e 3.022 metros em túnel do Armazém 8 à Praça XV. Trecho de 410 metros na superfície da liga Praça XV à Avenida General Justo.

Quando estiver em operação, o Túnel da Via Expressa será o maior do país em área urbana (rodoviário), posição hoje do Túnel da Covanca, na Linha Amarela, com 2.187 metros em uma única galeria. Nas três faixas em cada sentido (Aterro do Flamengo-Avenida Brasil e Avenida Brasil-Aterro do Flamengo), motoristas poderão transitar na Via Expressa de um lado a outro sem semáforos ou saídas intermediárias. Os trabalhos de construção do túnel atingiram 54% de execução a partir de sete frentes de obras por galeria, que incluem dois poços de serviço (Avenida Venezuela e Praça Barão de Ladário).

 

Rio descoberto

A partir de 2016, com a remoção do Elevado da Perimetral e a abertura da Via Expressa, será possível caminhar do Parque do Flamengo à Região Portuária tendo como cenário edificações de relevância arquitetônica, novos museus e Baía de Guanabara.

A implantação dos túneis abre a superfície a pedestres, ciclistas e VLT (Veículo leve sobre trilhos) em 3 Km de passeio público do Armazém 8 à Praça XV. Grandes praças serão abertas em frente à Igreja da Candelária e na área do Terminal da Misericórdia. Prédios históricos voltam a se destacar na paisagem, como o Centro Cultural do Banco do Brasil, Mosteiro de São Bento, Palacete Dom João VI (um dos prédios do Museu de Arte do Rio), o Touring (Praça Mauá) e os armazéns do Cais do Porto. Além disso, acordo com a Marinha liberou parte da orla entre a Praça Barão de Ladário (próximo à Candelária) e a Praça Mauá, hoje inacessível à população.

 

Prefeitura do Rio