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Oficina de finanças é testada no Complexo do Alemão

Como separar as contas pessoais do caixa do negócio, controlar o fluxo financeiro, calcular custos e prever gastos. A nova metodologia da oficina SEI Administrar meu Dinheiro, uma das ferramentas desenvolvidas pelo Sebrae para o programa Empreendedor Individual (EI), foi avaliada nesta segunda-feira (14), no Espaço do Conhecimento, localizado no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

 

O grupo-piloto, formado por cerca de 20 empreendedores, participou da oficina há cerca de um mês. O prazo entre as aulas e a avaliação serviu para complementar as noções teóricas de administração com a ampliação do conhecimento na prática. Para facilitar o aprendizado, cada um recebeu uma pasta com uma calculadora e planilhas detalhadas para anotar a entrada e saída de dinheiro, detalhar a natureza dos gastos, como compra de matéria-prima ou pagamento de empréstimos bancários, e registrar o recebimento dos valores devidos pelos clientes. A pasta também tem espaços para guardar as Notas Fiscais e comprovantes de despesas ao longo de um ano.

 

Mais da metade do grupo atendeu ao convite da instituição para avaliar a nova metodologia. O resultado foi positivo. Eles elogiaram especialmente a clareza das planilhas, o que permitiu visualizar as finanças do negócio e saber o que era dinheiro da empresa e o que era despesa pessoal.

 

“Já comprei matéria-prima muito acima do que precisava, e tive que pegar um empréstimo para cobrir o prejuízo do estoque encalhado. Agora, quando preencho as planilhas, eu posso ver o que realmente preciso e passei a planejar melhor”, avaliou Azenir Santos de Oliveira, que trabalha como artesã e confecciona embalagens plásticas sob medida. Ela formalizou o negócio há dois anos.

 

Para o editor do jornal O Plantador Fiel, André Luis Ramos, a oficina veio no momento certo. Ele está se organizando para lançar a versão digital do jornal digital e estruturar o Portal P1 e a rádio Batidão FM. “Eu tinha apenas um caderno para organizar tudo e não separava os gastos da empresa das minhas despesas pessoais. Fazia retiradas sem saber de onde estava vindo o dinheiro e quanto estava gastando. Tinha dificuldade para perceber que nem tudo que sobra é lucro”, reconhece.

 

Maria Tereza Rodrigues Pereira, que também é artesã, tinha cinco contas bancárias. “Nossa, só quando coloquei tudo no papel é que percebi o quanto eu gasto com tarifas ! Levei um susto, mas vou recalcular”, reagiu. Ela se registrou como artesã em 2010.

 

Todas as sugestões serão analisadas para aprimorar a metodologia em todo o país. Em breve, a ferramenta estará disponível na internet. “O retorno foi maravilhoso. Eles atestaram que estão aprendendo na prática os conceitos de administração”, disse a analista de Capacitação Empresarial, Roselei Silva Oliveira, do Sebrae.

 

“A avaliação deles mostra que a clareza da ferramenta, mais do que um controle financeiro, gera outras necessidades como previsão de recursos para criação de um site ou divulgação da atividade”, completou o analista da unidade de Acesso a Mercado, André Dantas, também do Sebrae.

 

Os participantes da oficina no Complexo do Alemão também receberam orientações de técnicos do Sebrae no Rio de Janeiro sobre o Crescer, programa de microcrédito do governo federal que concede empréstimos a empreendedores individuais a juros mais que os do mercado. A meta da iniciativa é atender 3,4 milhões de clientes a té o final de 2013.

 

Fonte: Agência Brasil