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ONU sugere fim do bloqueio em Gaza

Representantes de Israel e da Autoridade Nacional Palestina participaram na segunda-feira (22/03) de uma sessão promovida pelo Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) sobre a ocupação da Cisjordânia e a ampliação dos assentamentos israelenses. Como recomendação, os integrantes do conselho sugeriram a Israel que suspenda o bloqueio na região da Faixa de Gaza e a expansão dos assentamentos em Jerusalém Oriental.

Os israelenses reagiram às recomendações alegando que havia equívocos no estudo. Os palestinos elogiaram o relatório. No estudo, o conselho recomenda que o governo de Israel autorize o acesso de bens humanitários e equipamentos para a reconstrução dos territórios ocupados.

O relatório critica a expansão dos assentamentos principalmente na região de Jerusalém Oriental – área que desde 1967 está sob poder dos árabes e onde, agora, os israelenses pretendem construir casas e reabrir uma sinagoga.

De acordo com os especialistas do conselho, 1,5 milhão de pessoas são afetadas pelo bloqueio em Gaza e sofrem com a falta de comida, água, saneamento, desemprego e oportunidades de educação. A reunião, realizada na manhã de hoje, foi marcada para discutir as violações de garantias fundamentais, nos territórios palestinos ocupados, relacionadas à incursão militar israelense na Faixa de Gaza, no período de 27 de dezembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009.

Israelenses e palestinos apresentaram seus relatórios à alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay. O embaixador de Israel, Aharon Leshno-Yaar, disse que seu país não concorda com as conclusões e recomendações do relatório e pede que sejam reconsideradas as sugestões. Segundo ele, houve erros que colaboraram para a conclusão do estudo.

Já o embaixador da Autoridade Nacional Palestina, Ibrahim Khraishi, elogiou o relatório e apelou para que as recomendações sejam adotadas de forma imediata. No documento, o conselho recomenda ainda que a busca por um acordo de paz passa essencialmente pelo respeito aos direitos humanos e humanitários.

Os debates ocorreram logo depois de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon visitar a região – de Israel e dos territórios ocupados – nos últimos dois dias. Na sua passagem, o secretário apelou pela paz, condenou o bloqueio em Gaza e a expansão dos assentamentos.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve com os representantes de Israel e da Autoridade Nacional Palestina. Na ocasião, o presidente reiterou que o Brasil quer cooperar no avanço das negociações em busca da paz na região.

 

Fonte: Agência Brasil