Início Plantão Brasil Organizações mobilizam protestos para "descomemorar" os 50 anos da Globo

Organizações mobilizam protestos para "descomemorar" os 50 anos da Globo

A Rede Globo comemora dia 26 de abril 50 anos de existência.  Na ocasião, uma série de ações e movimentos sociais planejam realizar atos e debates públicos para “descomemorar” o aniversário da emissora, por classificarem o canal como um “império global”.
 
 
Crédito:Divulgação
Segundo o Coletivo Intervozes, que participará da mobilização, estão previstos protestos em pelo menos três capitais: São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Entidades como o Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) declaram repúdio ao autoritarismo da linha editorial da Globo e denunciam casos de corrupção e sonegação fiscal.
 
 
 
 
“Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país”, afirmam em manifesto conjunto.
 
 
 
 
Na capital paulista, a manifestação está programada para 15h, com concentração na Praça General Gentil Falcão. Brasília concentra um ato em frente à sede da Globo, às 13h. Além dos protestos, está programado um samba com músicas que criticam o monopólio do canal e o seu apoio à Ditadura Militar. Já em Porto Alegre, o protesto “Fora Globo/RBS” A festa acabou: 50 anos de mentira!” está agendado para 14h, com concentração no Arco da Redenção.
 
 
 
 
“O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado”, diz um trecho do texto. 
 
 
 
 
Para as organizações, a emissora mantém uma postura “autoritária” diante dos movimentos sociais brasileiros, excluem do noticiário as lutas dos trabalhadores e expressa posição contrária ao sindicalismo. Conduta que “oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editoral que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público.”
 
 
 
 
“Vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país”, completa.