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Orquestra de Rua pretende viajar à Alemanha para intercâmbio cultural no berço da música clássica

Jovens músicos provenientes das comunidades da cidade esperam pela oportunidade de viajar pela primeira vez ao exterior

O órgão espera democratizar os instrumentos clássicos nas comunidades do Rio de Janeiro aproveitando a essência musical de seus moradores

 

A Orquestra de Rua, grupo formado por quatro jovens moradores dos morros da Mangueira, Providencia e Macacos da cidade do Rio de Janeiro, está em busca de voos mais altos. O quarteto está buscando apoio e patrocínios para um intercâmbio cultural na Alemanha, nas cidades de Essen e Colonia e regiões como Renânia do Norte Vestefália e Ruhrgebiet. Estudantes de Música na Unirio, o objetivo da Orquestra de Rua é democratizar a música erudita junto aos moradores, economicamente, menos favorecidos. Dar a possibilidade de apresentar instrumentos clássicos para um público tão acostumado a musicalidade.

A Orquestra de Rua enfatiza a tradição musical das periferias incrementada à inovação. Fazer uma comunicação harmônica entre o clássico e o popular é ressaltado em cada apresentação do quarteto. O show da Orquestra de Rua tem como característica a descontração, a interação e principalmente a valorização da arte negra brasileira. O repertório privilegia diferentes ritmos, a saber: samba, funk, xote, maxixe, baião, jongo, tango, pop rock e erudito. Os shows são realizados nas ruas, transportes públicos, hospitais, escolas públicas, asilos, bem como em eventos privados (casamentos, festas empresariais, aniversário, jantares e programas de tv). Além disso, a orquestra, em parceria com a Casa Amarela, ensina voluntariamente crianças e jovens do Morro da Providencia a tocarem instrumentos.

O show da Orquestra de Rua tem duração mínima de 60 minutos (Mas cabe destacar que dependendo da demanda a duração poderá ser modificada), no qual são executadas em torno de 16 músicas – Asa Branca – Luiz Gonzaga, As rosas não falam – Cartola, Brasileirinho – Waldir Azevedo, Bella Ciao – canção popular italiana, Bachianas n° 4, Prelúdio – Villa Lobos,Carinhoso – Pixinguinha, Canon – Johan Pachelbel, Eine Kleine Nachtmusik – Mozart, Eleanor Rigby – The Beatles,Feira de Mangaio – Sivuca, Folhas Secas – Nelson Cavaquinho,Libertando – Astor Piazzola, La vie en rose – Édith Piaf, Luz negra – Nelson Cavaquinho, Por una cabeza – Carlos Gardel e Rap da Felicidade  – Cidinho e Doca.

O intercâmbio está sendo promovido pelo grupo alemão formado por mulheres, profissionais de Música, sediado em Essen, chamado Ensemble Unterwegs, fundado há oito anos. Durante algumas semanas/ano, o grupo sai pela Europa levando musicalidade, eventos gratuitos ao ar livre nas mais diversos cidades do Velho Continente. A oportunidade de estar no berço da música clássica faz com que os jovens da Orquestra de Rua possam imergir na Música Clássica. Dentre as oportunidades deste intercâmbio estão: no networking entre as culturas, conhecer em primeira mão um dos berços da música clássica europeia, fazer um intercâmbio intensivo e atuar com os músicos do Ensemble Unterwegs, participar em ensaios com vários outros grupos de música de câmara, visitar instituições e universidades musicais de renome na Renânia do Norte-Vestefália para apresentar o seu próprio trabalho aos estudantes de música alemães e comparar projetos musicais em ambos os países que são projetados para ajudar crianças de bairros carentes.

A Orquestra de Rua está com a “vakinha” online para a realização do sonho rumo à Alemanha.

O link é https://www.vakinha.com.br/vaquinha/das-favelas-do-rio-de-janeiro-a-regiao-do-ruhr-na-alemanha

O objetivo é conseguir arrecadar R$25 mil, até o dia 29/6. A quantia para custear as cinco passagens aéreas.

A Orquestra de Rua deu seu pontapé inicial no mundo da Música após uma apresentação que não havia lanche. Sendo assim, com vontade de comer os sabores da cidade, a Orquestra da Rua decidiu tocar na rua para arrecadar dinheiro e comprar pizza. Todos os integrantes iniciaram os seus estudos na Música em projetos sociais distintos, porém, quando foram tocar em outro projeto do qual não iniciaram se conheceram. Atualmente fazem trabalho voluntário na Casa Amarela – Morro da Providência – a fim de gerar interesse e oportunidades para as pessoas dos mesmos locais dos quais os integrantes vieram.