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Otimismo marca visão dos empreendedores brasileiros

 Um levantamento que reúne informações sobre empreendedorismo em 54 países revela que no Brasil 15 milhões de pessoas possuem um negócio há, no máximo, 3,5 anos ou estão se preparando para isso. O percentual mede a taxa de empreendedorismo nacional. Desse total, 11 milhões estão no mercado há menos de 42 meses e quatro milhões estão envolvidos na criação de um novo negócio.

 

 

Os dados constam da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), realizada anualmente pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e produtividade (IBQP).

 

“A maioria dos que estão entrando no mercado como empreendedor é jovem e aposta no crescimento dos negócios nos próximos anos, gerando mais emprego, renda e desenvolvimento ao país”, assinala o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Isso porque outro indicador nesse segmento é a proporção dos que pensam em contratar novos funcionários: maior do que a verificada na pesquisa anterior e superior também a dos empreendedores já estabelecidos no mercado.

 

O otimismo entre os empreendedores brasileiros que criaram um negócio há menos de 3,5 anos é maior que a média dos outros países pesquisados. A GEM 2011 mostra que 58% dos que possuem negócios em estágios iniciais percebem boas oportunidades para os próximos seis meses para começar um negócio na região em que vivem. Entre a população adulta brasileira em geral esse percentual é de 43%, e na média dos 54 países é de 39%.

 

Apenas 21% dos empreendedores em estágio inicial dizem que o medo de fracassar impediria que começassem um novo negócio. Tanto a população adulta do Brasil em geral como a média dos países pesquisados apresentaram resultados menos otimistas. Os percentuais foram de 35% e 39%, respectivamente.

 

Oportunidade
A pesquisa constata que no país os negócios são iniciados mais porque os empreendedores detectam uma oportunidade de negócio. Para cada empresa aberta porque o trabalhador teve a necessidade de investir em um negócio próprio, outras 2,24 são iniciadas devido à visão do empreendedor, que enxergou uma oportunidade no mercado.

 

Foi o que aconteceu com a empresária Ludmilla Diniz, de 31 anos, moradora de Brasília. Em julho de 2011, ela abriu sua primeira empresa, em sociedade com Meire Morais, de 33 anos. Elas inauguraram a Guilda, loja de roupas femininas, com confecção própria. “Vimos que as pessoas de Brasília consomem bastante, mas que o mercado possui poucas possibilidades de roupas feitas na própria cidade. Oferecemos a nossas clientes roupas de qualidade e exclusivas, e acho que as possibilidades de crescimento da loja são enormes”, afirma Ludmilla.

 

Ela nunca havia pensado em empreendedorismo. Formada em Psicologia, trilhou outros caminhos antes de se decidir pelo próprio negócio. “Sempre sonhei com estabilidade, então cheguei a estudar para concurso. Mas um dia percebi que não ia acordar feliz todos os dias se trabalhasse como psicóloga ou no serviço público. Então decidi investir em moda, área de que sempre gostei”, conta.

 

A pesquisa GEM mostra que, assim como Ludmilla e Meire, a maioria dos que iniciam um novo negócio é jovem. Um terço dos novos empreendedores tem entre 25 e 34 anos. Outros 20% têm menos de 24 anos e 25% têm entre 35 e 44 anos. O percentual de empreendedores acima de 45 anos é de 22%.

 

As donas da Guilda planejam aumentar o quadro atual de funcionários, de três colaboradores. Da mesma forma que elas, 49% dos que estão abrindo um negócio planejam contratar entre um e cinco funcionários nos próximos cinco anos. Em 2010, esse volume era de 40%. Atualmente, apenas 34% não pretendem expandir seus quadros. Já entre os empresários que possuem mais de 42 meses de atividade, a previsão é de que 45% mantenham o quadro de pessoal estável.

 

Fonte: Assessoria