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Padrão europeu nas calçadas do Porto Maravilha

Nova urbanização que está sendo aplicada aos passeios e meios-fios da Avenida Venezuela troca as pedras portuguesas por placas de granito, mais resistentes e com contornos que lembram metrópoles do Velho Continente.
 
Quando estiverem prontas, as obras do projeto Porto Maravilha vão criar não só uma área de habitação e de negócios para o Centro, mas também estabelecer novos padrões de urbanização e qualidade de intervenções públicas na cidade. Exemplos do que acontece na região já podem ser vistos na Avenida Venezuela, no bairro da Gamboa, uma das vias que compõem o futuro Binário do Porto.
 
O cuidado no acabamento das obras é visível nas novas calçadas. Depois de passar por uma completa reestruturação de suas redes de água, esgoto, drenagem, telecomunicações e energia elétrica, a Venezuela, assim como a Rua Barão de Tefé, começa a receber piso de granito nos passeios.
 
– O projeto do Porto é um projeto para privilegiar o trânsito a pé. Então, você tem que transitar num lugar agradável, confortável, que melhore o microclima. E esse tipo de material dá essa sensação – explica Jorge Arraes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP), descrevendo o critério da escolha do material.
 
Operários fixam as placas de granito na nova calçada: formas mais bem trabalhadas
As placas de granito, que substituem as tradicionais pedras portuguesas presentes em quase todas as ruas do Centro, harmonizam com os meios-fios e canteiros das árvores – também em granito, mas com formas e cortes mais delineados. O padrão é comparável ao das ruas de Paris, Barcelona ou qualquer outra metrópole europeia.
 
– Durante 20 anos eu trabalhei aqui na sujeira, na poeira, mas agora eu vejo que está dando uma melhorada boa. Eu acredito que depois de pronta, ela (a Venezuela) vá ficar a melhor avenida do Rio – empolga-se o comerciante José Claudio de Menezes, que conhece bem as calçadas da região.
 
O tratamento dado à Avenida Venezuela será repetido em outras importantes vias da região – principalmente nas que formarão o Binário –, como as ruas da Gamboa e Equador, nos bairros da Saúde e do Santo Cristo. O restante vai receber material diferente: uma mistura de concreto que simulará as formas das pedras portuguesas.
 
– Eu acredito que o Porto do Rio vai criar um padrão urbanístico que servirá, num futuro próximo, de modelo para todo o restante da cidade – aposta Arraes.

Fonte: Assessoria