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Paes apresenta a Arena do Futuro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro

Fotos: Beth Santos/ PCRJ

 

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O prefeito Eduardo Paes apresentou na manhã, desta terça-feira, dia 8 de setembro, a Arena do Futuro, ginásio no Parque Olímpico na Zona Oeste do Rio, local que receberá as competições de handebol e de goalball nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Com capacidade para 12 mil pessoas, a instalação temporária será desmontada e transformada, após as Paralimpíadas, em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Paes assistiu à Seleção Brasileira campeã de goalball do Parapan de Toronto estrear a quadra, na primeira partida jogada em uma instalação do Parque Olímpico. O prefeito ainda disputou uma partida simbólica com atletas, operários e a mascote paralímpica,Tom. A estreia oficial da quadra será em abril de 2016, com o evento-teste de handebol. O de goalball será em maio de 2016

 

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A apresentação da Arena do Futuro faz parte das comemorações da marca de um ano para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, comemorada nesta segunda-feira, dia 7 de setembro, no Festival Paralímpico, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Também participaram do evento o secretário executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo; o presidente de Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Sir Philip Craven; o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do IPC, Andrew Parsons; e o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

 

 

 

– Aqui a gente introduz um conceito novo de Olimpíada, que é a arquitetura nômade. Em geral essas arenas temporárias são destruídas depois dos Jogos, mas nós já fizemos um projeto e todo o material de aço e concreto vai servir para construir quatro escolas municipais, sendo três no Camorim, Cidade de Deus e Anil, e outra em São Cristóvão. Essa foi uma forma inteligente que nós usamos para que o espaço não virasse depois um elefante branco – explicou o prefeito do Rio.

 

 

 

 

Para que a transformação de uma instalação olímpica em quatro novas escolas fosse possível, a construção da arena foi totalmente executada de acordo com a utilização pós-2016. As especificações foram determinadas desde o processo de escolha da empresa responsável pelo desenvolvimento dos projetos; as rampas e escadas pré-moldadas do ginásio serão reaproveitadas nos acessos e áreas de circulação das escolas; a estrutura do telhado, composta por vigas metálicas e telhas do tamanho padronizado, será reutilizada nos telhados das escolas. Também haverá padronização das dimensões dos painéis de fechamentos internos e fachadas da arena. Mesmo sendo uma arena temporária, sua construção seguiu os critérios de acessibilidade, assim como nas arenas permanentes do Parque Olímpico. Quando for desmontada, os materiais usados na sua construção serão reaproveitados, também tornando as escolas acessíveis, como rampas, banheiros e piso tátil.

 

 

 

– O Rio de Janeiro foi o pioneiro na organização conjunta dos Jogos Pan e Parapanamericanos, em 2007. E na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos também está deixando um exemplo para os países que pretendem um dia sediar um evento esportivo. Essa arena epresenta a juventude, que é o futuro do mundo. Estamos muito confiantes e tenho certeza de que as pessoas ficarão impressionadas com o que verão nos Jogos – comentou Sir Philip Craven, que também é ex-jogador de basquete em cadeiras de rodas.

  

 

 

Criado exclusivamente para pessoas com deficiência visual (cegas ou com baixa visão), o goalball promove uma disputa entre dois times, com três atletas cada, que lançam bolas um contra o outro, alternadamente, com o objetivo de marcar gols no adversário. Um dos atletas brasileiros que teve o privilégio de estrear a nova quadra, o ala Leandro Moreno, de 27 anos, da categoria B1, o grau mais elevado de deficiência visual, aprovou a arena e já pensa no título em 2016:

 

 

 

– O piso ficou muito bom e, por ser um esporte que precisa de silêncio da torcida para podermos escutar o guizo da bola, achei que o som também está ótimo, pois não deu eco. Estou muito ansioso para os Jogos no ano que vem e já sinto um friozinho na barriga de saber que vamos jogar em casa e com o apoio da torcida brasileira.