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Participantes do FUM5 visitam obras do PAC em JPA

Um grupo de jornalistas, psicólogos, assistentes sociais e estudantes que participam do Fórum Urbano Mundial 5, no Cais do Porto, visitou na manhã desta quinta-feira (25), as obras em execução do PAC Urbanização de Favelas, realizadas em parceria do Governo Federal e a prefeitura do Rio de Janeiro, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade.
Com 7 milhões e 800 mil metros quadrados de área, tamanho do bairro de Copacabana, a Colônia Juliana Moreira está recebendo investimentos de R$ 142 milhões, sendo R$ 110 milhões da União e R$  32  milhões da Prefeitura. Concluídas as obras, o local terá se transformado em um novo bairro.
 
A visita técnica faz parte da programação da Casa Brasil, estande que reúne painéis e fotos das ações do PAC pelos Governos Federal, do Estado do Rio de Janeiro e Prefeitura no Armazém 6 do FUM5. Acompanhados de técnicos da Secretaria Municipal de Habitação, o grupo recebeu informações sobre as obras de urbanização e infraestrutura realizadas na comunidade Entre  Rios, parte integrante da colônia. No local estão previstos, segundo os técnicos, programas de regularização fundiária das moradias e a construção  de 1.665  unidades habitacionais.
 
Devido à extensão do terreno, as intervenções previstas na Colônia Juliano  Moreira são divididas por etapas e por setores. O grupo de participantes do FUM5 visitou as obras de canalização e retificação dos rios Engenho Novo e Areal, que vão beneficiar  2.187 pessoas em 613 domicílios na comunidade de Entre Rios.

Impressões
O  jornalista  Phillip Ngunjiri, do jornal The East Africa, do Quênia, especializado em Planejamento Urbano, achou produtiva a visita e considerou brilhante a ideia de urbanização e criação de um bairro no local, além da construção de moradias. “Vivemos também a realidade das favelas no meu país e acho importante uma ação das autoridades para melhorar a situação dos moradores dessas comunidades, por meio desses programas, como acontece no Brasil”, afirmou. Segundo Ngunjiri, na capital Nairobi existe um programa  para a melhoria da qualidade de vida das populações marginalizadas com auxílio das Nações Unidas. “Apenas uma parte secundária é realizada pelo governo local. O último projeto do Conselho Municipal foi há 30 anos. Não há investimentos”, revelou.

O estudante de Serviço Social da Faculdade Integrada do Recife, Esdras Dantas, visitou as obras do PAC na Colônia Juliano Moreira e em outras comunidades do Rio, como Pavão-Pavaozinho,   para ter uma visão acadêmica da transformação das favelas. “O diferencial em relação às comunidades carentes da minha cidade é que no Rio há agilidade na execução das obras e assentamento das famílias. Em Recife, as pessoas são assentadas, mas os projetos são executados depois”, disse.

Parte das obras do PAC na Colônia Juliano Moreira foi inaugurada no dia 25 de janeiro deste ano pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, que entregaram, na ocasião, praça, quadra poliesportiva, campo de futebol, obras de urbanização e o Espaço de Desenvolvimento Infantil Dra. Zilda Arns. O nome do centro, que hoje atende 120 crianças, é uma homenagem à médica sanitarista morta no terremoto ocorrido no Haiti no início do ano.

História – A Colônia foi fundada no início do século XX para servir de abrigo e tratamento de pacientes com problemas psiquiátricos. O local já acolheu cerca de 5 mil internos. Hoje, tem 480 pacientes,  incluídos no programa de residência terapêutica.

Visitas continuam nesta sexta
As visitas diárias, que partem entre 9h e 15h, que fazem parte da programação da Casa Brasil estão abertas a todos os participantes do Fórum. A prefeitura organiza viagens diárias de ônibus para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá; Tijuaçu, no Alto da Boa Vista; Quinta do Caju, além de passeios a pé no entorno do Fórum onde acontecem as obras de revitalização da área portuária do Rio.    

Fonte: Fórum Urbano Mundial