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Pesquisa de tabagismo brasileira tem prêmio

Brasil foi o primeiro país a concluir levantamento detalhado sobre o perfil do fumante. Resultados balizam políticas públicas para combater o problema

Cinco entidades internacionais premiaram o Brasil pela realização de pesquisa sobre o uso de cigarro no País. A Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), divulgada em novembro do ano passado, foi feita graças a uma parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde. O prêmio, recebido pelo presidente do instituto, Eduardo Nunes, e pelo ministro José Gomes Temporão, foi oferecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana da Saúde (OPAS), Fundação Bloomberg, Centers for Diseases Control and Prevention (CDC) e Johns Hopkins University.

As cinco instituições atuaram como parceiras ao incentivar a realização de pesquisa de tabagismo em 14 países. O Brasil foi o primeiro a finalizar esse levantamento. “Este prêmio coroa a parceria entre o Ministério da Saúde e o IBGE que fazem uma série de pesquisas para conhecer as condições da saúde do brasileiro e, assim, poder melhorar acesso e atendimento na rede pública”, destacou o ministro Temporão durante a entrega do prêmio nesta quarta-feira (31), no Rio de Janeiro.

De acordo com os dados, 17,2% brasileiros fumam e, desses, 52,1% pensam em parar. Além da prevalência de fumantes, a PETab apresentou dados inéditos como: o gasto do brasileiro com cigarro; o impacto da mídia na percepção das pessoas sobre a droga; e a proporção dos dependentes que tentam deixar o vício e recorrem à assistência na rede pública de saúde.

O ministro José Gomes Temporão considera que PETab foi a pesquisa mais ampla já feita no País sobre o tabagismo e tem uma repercussão na formulação de políticas públicas. “Em cima desses números, nós fazemos o planejamento de intervenções. Montamos uma estratégia mais abrangente, no sentido de definir prioridades do nosso trabalho, do controle de tabagismo”, ressalta.

RESULTADOS – O IBGE entrevistou 39 mil brasileiros. O Ministério da Saúde investiu R$ 1,7 milhão na realização da pesquisa. Outros R$ 2,8 milhões foram aplicados pelos cinco parceiros internacionais. Os outros países que receberam recursos para fazer o levantamento de tabagismo foram: Bangladesh, China, Filipinas, Índia, México, Egito, Polônia, Rússia, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vietnã.

O estudo realizado no Brasil confirma a importância do esforço que vem sendo feito em relação à regulação da propaganda de cigarros. Ao todo, 65% dos entrevistados pelo IBGE pensaram em parar de fumar por causa das fotos ou advertências nos maços de cigarro. O fumo foi reconhecido pelos entrevistados como causa de derrame (73,1), ataque cardíaco (86%) e câncer de pulmão (95%).

Fonte: Ministério da Saúde