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Plano para conter saques no Chile

Preocupada com os saques frequentes que ocorrem nas áreas afetadas pelo terremoto do último sábado (27), a presidente do Chile, Michelle Bachelet, convocou uma reunião com os comandos das Forças Armadas, do Ministério da Defesa, dos Carabineiros – espécie de Polícia Civil do país – e da Polícia de Investigações. O terremoto e os demais abalos ocorridos em seguida provocaram 723 mortes por enquanto.

Foram enviados 7 mil militares para a cidade de Concepción, a segunda maior do Chile (a 400 quilômetros de Santiago) e localizada na região mais afetada pelo tremor de magnitude 8,8 na escala Richter. O objetivo é que os homens contenham o avanço da série de saques. Na tarde de ontem um dos maiores supermercados da cidade foi incendiado depois de ser alvo de ataques.

As vítimas do terremoto reclamam da falta de água, energia, gás e também de alimentos. O Ministério da Educação anunciou ontem a entrega de três refeições diárias para cerca de 80 mil pessoas em todo país. A ideia é chegar a 600 mil pessoas.

A ordem de toque de recolher, decretada pela presidente no domingo (28), foi ampliada e passou a ser contada das 20h até o meio-dia. O objetivo é buscar a contenção da violência. Pelo menos 160 pessoas foram presas no país.

Segundo dados oficiais, uma pessoa morreu no Chile durante o toque de recolher. A morte teria ocorrido depois de disparos em confrontos envolvendo saqueadores e as forças de segurança, mas não foi confirmado onde a pessoa morreu ou as circunstâncias do fato.

 

Fonte: Agência Brasil