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População carcerária do estado é imunizada contra gripe

 

 

A Coordenação de Gestão em Saúde Penitenciária da Secretaria de Administração Penitenciária deu início, no último domingo (01/07), à imunização de presos contra o vírus da gripe. A iniciativa faz parte do Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário, uma parceria dos ministérios da Saúde e da Justiça.

 

O grupo é considerado vulnerável a doenças respiratórias e pulmonares, devido às condições de habitação e confinamento.

 

– Trata-se de um grupo com alta prevalência e risco mais elevado de ter várias doenças respiratórias. Ao proteger esse grupo, também estamos protegendo o conjunto da sociedade, pois bloqueamos uma cadeia de transmissão da gripe para quem visita esse grupo, para os familiares dos funcionários das penitenciárias, quem possa ter contato com um trabalhador ou com um visitante – disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

 

Todas as unidades prisionais estaduais participam da vacinação.

– A vacinação dos presos é muito importante. A Saúde dos detentos é tão importante para o Estado quanto a dos que estão livres – afirmou o secretário de Administração Penitenciária, Cesar Rubens Monteiro.

 

Com a ampliação do público-alvo da campanha, o Ministério da Saúde pretende reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza nesta população.

– A vacina não dói nada, além de ser muito eficaz. Preocupo-me muito com a minha saúde – disse o preso Wallace Almeida, que cumpre pena por tráfico de drogas.

 

Segundo o diretor do Presídio Elizabeth Sá Rego (Bangu 5), Emerson Paiva, além da campanha, há um grande controle efetivo na área da saúde dentro do sistema prisional.

– A questão da saúde do interno é primordial e extremamente necessária para que não tenhamos surtos de gripe e outras doenças. Fazemos este trabalho desde o ingresso do interno e durante a manutenção da execução da pena – explicou.

 

 

Além da imunização contra a influenza, o Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário também conta com programas de prevenção de hepatite, tétano e rubéola nas instalações prisionais. Além disso, existem programas de cuidado em tuberculose, hanseníase e saúde da mulher.

 

Condenado por homicídio, Édson Jeremias, de 39 anos, contou que a campanha de vacinação nas penitenciárias é essencial, já que no inverno é maior o número de pessoas contaminadas pelo vírus da gripe.

– Tem mais ou menos um mês que peguei gripe. Fiquei muito mal, tive febre, dores no corpo, enfim, todos os sintomas. Imunizado com a vacina, tenho a certeza ficarei menos gripado – disse.

 

A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo ou apresentou reações adversas às doses anteriores. Pacientes com doenças agudas, neurológicas ou febre devem consultar um médico antes de tomar a vacina.

 

O Ministério da Saúde garante que a vacina não provoca efeitos colaterais. A pessoa pode sentir somente dor leve ou sensibilidade no local da injeção. Se alguém pretende doar sangue, é preciso aguardar 48 horas após ser imunizado.

 

Fonte: Governo do Rio