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Prefeitura conclui primeira etapa das obras do Museu Histórico da Cidade

Fotos: J.P. Engelbrecht

 

 

A Prefeitura do Rio entregou, neste sábado, 16 de julho, a primeira fase das obras de reforma do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHCRJ), na Gávea que foi aberto dia 17 de julho, sábado. Na mesma data foi lançado o site do museu. Concebido em três idiomas (português, inglês e espanhol), a página apresenta exposição virtual de aproximadamente 200 peças da coleção do MHCRJ. Para celebrar a reabertura parcial do museu, a estreia da mostra “Cristo Redentor – Divina Geometria”, de Oskar Metsavaht, encantou os convidados com uma leitura contemporânea a respeito da construção do principal monumento do Rio.

 

 

 

As obras tiveram início em 2010 e, para esta primeira etapa, foram investidos R$ 3 milhões. Com previsão de inauguração para dezembro deste ano, a segunda fase das obras receberá mais R$ 1,2 milhão. O MHCRJ foi criado em 1934, pelo então prefeito Pedro Ernesto, com o objetivo de abrigar objetos representativos que interessavam à história da cidade. 

 

 

– Investir no museu é celebrar a memória do Rio. Que a população redescubra esse lindo espaço, que muito conta a respeito de sua cidade. Estamos falando de um local que possui o maior acervo do Rio. O Parque da Cidade, enfim, voltará a ser frequentado pelos cariocas – disse o secretário municipal de Cultura, Júnior Perim. 

 

 

 

Resultado de uma pesquisa artística, arquitetônica e conceitual sobre o Monumento ao Cristo Redentor, o projeto de Oskar Metsavaht foi criado há cerca de dois anos, a partir de um convite da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Posteriormente, recebeu cooperação da representação brasileira da UNESCO e patrocínio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). 

 

 

 

A exposição também revela curiosidades desconhecidas do grande público, como o fato de a construção do Cristo Redentor ter sido um projeto precursor do crowdfunding (financiamento coletivo). Em 1921, a Igreja conclamou paróquias, devotos e cariocas das mais variadas classes para fazerem doações e, assim, arrecadou a verba necessária para colocar de pé o grandioso projeto.

 

– O Cristo Redentor é um dos grandes símbolos da cultura universal, misturando arquitetura, religião e cultura. Se as pessoas buscarem saber um pouco mais sobre o projeto de construção do monumento, verão que foi um trabalho que uniu a cidade inteira. Ou seja, é uma exposição que revive tudo o que a nossa cidade está precisando: união. Tive total liberdade de criação para compor cada obra, o que me permitiu percorrer caminhos diversos sob a inspiração de sua arquitetura e simbologia espiritual e religiosa. Além disso, a estátua definiu parte de nossa arquitetura modernista nas décadas seguintes – falou Metsavaht, que baseou sua exposição em fotografias, pinturas e apresentações de vídeo. 

 

 

 

Representando a Arquidocese do Rio de Janeiro, o padre Marcos também ressaltou a importância da mostra para o carioca, que a partir de agora poderá conhecer de perto o minucioso trabalho de construção do monumento e seu valor espiritual para o Rio:

– O Cristo Redentor é um equipamento turístico, sim. Mas, antes de qualquer coisa, exerce o papel de unir os povos desse país. Precisamos repensar as relações sociais. Que esta exposição, que pretendemos levar para o Vaticano, motive uma união maior entre os povos. 

 

 

 

O site do museu apresenta aquarelas de Thomas Ender, Debret e Rugendas, além de fotografias de Augusto Malta e desenhos arquitetônicos de Marc Ferrez. Criado com o objetivo de utilizar as peças do acervo para contar e ilustrar a passagem do tempo e o desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro, o site traz depoimentos de antigos moradores, frequentadores e funcionários que evidenciam as relações afetivas que se moldaram na instituição ao longo do tempo. Até o dia 2/08, o conteúdo do site também estará disponível ao público por meio de tablets instalados na entrada do museu. 

 

 

O projeto conta com produção executiva da Mestre em Comunicação pela ECO/UFRJ, Gabriela Weeks, coordenação técnica e design de Daniel Morera, responsável por criações para o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu Del Caribe, na Colômbia. Além disso, possui consultoria de conteúdo e curadoria da museóloga Claudia Porto. Paralelamente à criação do site, foram publicados pela mesma equipe quatro livretos com versão resumida do conteúdo disponível online. Com distribuição gratuita, eles podem ser adquiridos na entrada do museu. 

 

 

 

O Museu Histórico da Cidade fica na Estrada Santa Marinha, s/n, Parque da Cidade. A exposição “Cristo Redentor – Divina Geometria” é gratuita e pode ser visitada, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, até o dia 2/10.