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Prefeitura do Rio adia volta às aulas para agosto

Decisão foi anunciada em audiência virtual

Secretária municipal de Saúde Beatriz Busch (Agência O Dia)
Na cidade do Rio de Janeiro a retomada das aulas deve acontecer apenas no final de agosto. O adiamento da data foi indicado no dia 22 de junho, segunda-feira, pela secretária municipal de Saúde Beatriz Busch, durante audiência virtual da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores.
Na quarta-feira, dia 24, um decreto do prefeito Marcelo Crivella com o novo calendário escolar deve ser publicado no Diário Oficial. “No sentido de proteger a saúde dos
funcionários e alunos, prorrogamos o prazo de início das atividades escolares, atendendo recomendação do Senado Federal. Na quarta, vamos editar o decreto. A volta às aulas deve ocorrer, possivelmente, no final da sexta fase do cronograma da prefeitura, com início marcado para o dia 15 de agosto”, afirmou a secretária de Saúde.
Contudo, antes mesmo de ser confirmado, o cronograma já sofreu rejeição por parte do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ), que participou da reunião. A coordenadora do sindicato, Izabel Paolino, afirmou que, caso as aulas voltem em agosto, o SEPE-RJ deverá entrar em greve. “Estamos em um processo de flexibilização irresponsável. A Educação não volta sem a pandemia estar totalmente controlada”, avisou Paolino.
Presidida pelo vereador Célio Lupparelli (DEM), a Comissão ouviu ainda representantes da Associação de Estudantes do Estado do Rio; do Movimento de Mães, Pais e Responsáveis da Escola Pública Municipal Carioca; do Ministério Público e da Fiocruz. A grande maioria dos debatedores se manifestou contra a volta do cronograma escolar em julho, como anunciado anteriormente no cronograma de reaberturas da prefeitura do Rio.
A secretária de Educação Talma Romero informou, na reunião, que a retomada das aulas será discutida em um comitê com representantes do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Município, da Defensoria Pública e do Conselho Escola Comunidade para traçar o calendário e os protocolos de volta às aulas. “Não temos como concordar com a volta às atividades nas escolas nesse momento. Não há infraestrutura e protocolos claros para enfrentarmos um aumento de novos casos, sem testes, vacina, medicamentos específicos, médicos e enfermeiros suficientes”, ponderou o vereador Célio Lupparelli, na audiência virtual.
Ofício contra retorno escolar
O adiamento do calendário escolar municipal aconteceu no mesmo dia que as bancadas do PSOL e do PT na Câmara Municipal enviaram um ofício para a Secretaria Municipal de Educação (SME) indicando o não retorno das aulas na rede devido a evolução da pandemia. Precisamos sobretudo de planejamento”, ponderou o vereador Tarcísio Motta (PSOL).
Em nota, a SME informou que o planejamento de retorno de alunos e a reorganização das atividades pedagógicas está sendo debatido de acordo com as normas para preservação de saúde dos alunos, professores e funcionários.
Por sua vez, a Secretaria Estadual de Educação (SES) divulgou posicionamento em que destaca que as aulas nas unidades do Estado só voltarão ao regime presencial quando a Secretaria de Saúde determinar o final do isolamento social, ainda sem previsão.