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Prefeitura do Rio apresenta a Arena Carioca 1, no Parque Olímpico

Fotos: Beth Santos/PCRJ

 

 

O prefeito Eduardo Paes apresentou na terça-feira (12/01) a Arena Carioca 1, onde serão disputadas as partidas de basquete, basquete em cadeiras de rodas e rúgbi em cadeira de rodas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A menos de sete meses das competições, o espaço é o terceiro equipamento do Parque Olímpico entregue antecipadamente pela Prefeitura do Rio, junto com a Arena do Futuro (tênis) e o Centro Internacional de Transmissão (IBC), e o segundo a passar por um evento-teste. 

 

 

— Esse espaço magnífico é mais uma prova de que o Parque Olímpico não é motivo de preocupação, tampouco o Complexo Esportivo de Deodoro. É uma prova de que no Brasil, desde que se faça corretamente, é possível realizar grandes eventos sem tirar recursos de outros setores – disse Paes, que explicou a divisão do orçamento municipal nos últimos anos:

 

 

 

Desde 2009, a prefeitura investiu R$ 65 bilhões em Saúde e Educação contra os R$ 655 milhões de dinheiro público destinados às Olimpíadas, que tantas oportunidades trouxeram para o Rio. Essa arena permanente tem muita importância, pois o que vamos arrecadar com ela após os Jogos vai pagar as outras arenas do Parque Olímpico, num modelo de gestão como o da HSBC Arena. Não vamos deixar elefantes brancos. É uma Olimpíada diferenciada e de sustentabilidade.

 

 

 

Construída através de Parceria Pública Privada (PPP), a Arena Carioca 1 tem 33 metros de altura e área construída de 38 mil metros quadrados, com 282 salas, 49 banheiros, oito vestiários e seis elevadores. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, terá capacidade para receber 16 mil espectadores. A fundação é consolidada em 710 estacas e a cobertura é composta por 18 treliças metálicas, que ficam sustentadas em 26 pilares e formam um vão de até 100 metros. Cerca de 2 mil operários participaram da construção.

 

  

 

A partir de sexta-feira, dia 15, a instalação receberá o Torneio Internacional Feminino de Basquete, evento-teste que reunirá 48 atletas de quatro países — Brasil, Austrália, Venezuela e Argentina. Este é o segundo evento-teste realizado no Parque Olímpico Rio 2016 – que recebeu em dezembro o evento-teste de tênis. Em fevereiro, a Arena Carioca 1 será sede do Campeonato Internacional de Rúgbi em Cadeira de Rodas.

 

 

 

— Acabei de mandar uma foto para o presidente da Fiba (Federação Internacional de Basquetol), por ser um espaço espetacular no mesmo porte de qualquer arena da NBA (Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos). É mais um equipamento notável entregue, o que nos deixa muito confortáveis com relação ao tempo e ao prazo — destacou o presidente do  Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

 

 

 

A quadra tem 608 metros quadrados e foi construída com dois tipos de madeira maciça, um para a área de jogo e outro para o entorno. Para garantir a melhor performance dos atletas, há um sistema de apoio flexível, composto por amortecedores de borracha. O projeto de acessibilidade inclui rampas de acesso direto da Via Olímpica, além de quatro escadas externas. Os banheiros coletivos são adaptados para pessoas de baixa estatura e com pouca mobilidade. Também há banheiros e vestiários exclusivos para pessoas com deficiência, com botões de segurança e sinais sonoros e visuais. Nas arquibancadas há assentos acessíveis, e as escadas têm piso antiderrapante e faixas de contraste visual.

 

 

 

Os ex-atletas e medalhistas olímpicos Marcel, Hortência e Janete conheceram as instalações ao lado do prefeito e do presidente do Comitê. Brincando, Hortência disse ter gostado tanto do novo espaço que voltaria a jogar:
 

 

 

 

 — Nunca havia entrado num espaço como esse no Brasil, ao ponto de ficar estarrecida quando cheguei. Deu até vontade de voltar a jogar, porque essa quadra joga pela gente, mas infelizmente só o que posso fazer é comentar os jogos e torcer pelo Brasil. Nesta arena, em particular, sinto-me num país de primeiro mundo.

 

 

 

Após os Jogos Rio 2016, a Arena Carioca 1 será destinada ao esporte e à promoção de eventos como shows, feiras, exposições e competições esportivas. Sua ala de alto rendimento será implementada na área contígua à da Arena Carioca 2, formando um conjunto de equipamentos a serviço dos melhores praticantes de boxe, taekwondo e esgrima do país. Haverá também vestiários e uma academia para a prática de musculação e exercícios de condicionamento aeróbico. Parte da arquibancada será desmontada e restarão 7,5 mil lugares permanentes. Se houver necessidade, a capacidade pode ser novamente ampliada com estruturas temporárias.

 

 

Basquete

O basquetebol surgiu como uma alternativa para estudantes que não podiam praticar esportes ao ar livre durante o rigoroso inverno do norte dos Estados Unidos. Os primeiros alvos eram cestas (baskets, em inglês) de pêssego, pregadas a 3,05m de altura. Depois, o fundo dos cestos foi cortado para a bola ser liberada sem parar o jogo. Dois times de cinco jogadores cada tentam marcar pontos acertando a bola dentro da cesta do lado adversário o maior número de vezes antes que o tempo acabe. Desde 1936, em Berlim, o esporte integra o programa olímpico.

 

 

 

Das 24 delegações classificadas para os Jogos Olímpicos (12 para cada torneio masculino e feminino), nenhuma traz tanta expectativa como a delegação masculina dos Estados Unidos. Em Barcelona 1992, astros da NBA participaram pela primeira vez dos Jogos, formando o “Time dos Sonhos”. Entre eles, Michael Jordan e “Magic” Johnson. Oscar Schmidt do Brasil é o maior marcador na história do torneio de basquete nos Jogos Olímpicos, tendo acumulado 1.093 pontos nas cinco Olimpíadas, entre Moscou 1980 e Atlanta 1996.