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Presa quadrilha que clonava cartões

Nesta sexta-feira, 28, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rastro, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em clonagem de cartões magnéticos. Foram expedidos, pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, 10 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão, para os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

As investigações foram iniciadas há 11 meses, a partir de indícios de que P.R.M., vulgo “JUNIOR”, seria o mentor da organização, sendo posteriormente constatado que o grupo tinha contatos em Governador Valadares/MG e no Rio de Janeiro/RJ.

JUNIOR e sua companheira E.S. encontram-se presos, desde o último dia 17, uma vez que foram flagrados no momento em que efetuavam uma compra com cartões clonados, ocasião em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em dois endereços do casal.

Na ocasião, em um dos endereços localizado em Jardim Camburi, foram apreendidos mais de 1.500 cartões provavelmente clonados, mais de 30 documentos de identidade falsos, mais de 40 documentos de CPF também falsos, além de Carteiras de CTPS, carteiras de CNH falsas e maquinário e apetrechos para confecção de cartões clonados.

O grupo adquiria bens em lojas que eram revendidos a preços mais baratos para outras pessoas ou eram utilizados pelos próprios criminosos, principalmente materiais para construção, uma vez que JUNIOR estava edificando um prédio.

Além do apartamento utilizado como escritório para a falsificação, o casal também tinha uma casa luxuosa no Bairro COSTA BELA, JACARAÍPE, SERRA, ES, que era mobiliada com móveis e utensílios domésticos do melhor padrão de qualidade, adquiridos através do uso de cartões clonados.
           
Os envolvidos estão sendo indiciados por crimes de falsidade ideológica (reclusão 1 a 5 e multa), uso de documento falso (reclusão 1 a 5 e multa), quadrilha ou bando (reclusão 1 a 3), furto qualificado pela fraude (reclusão 2 a 8 e multa), e lavagem de dinheiro (reclusão 3 a 10 e multa).

A apreensão do dia 17 no apartamento de JUNIOR foi a maior apreensão de cartões já realizadas pela Policia Federal no Brasil. O patrimônio adquirido por  P.R.M. com dinheiro ilícito passa de 1,5 milhão de reais, o volume da fraude está sendo levantado e pode chegar a R$ 3.000.000,00.

 

Fonte: PF