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Principais postos do Estado do Rio estão fechados

A greve nacional dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciada na última terça-feira e por tempo indeterminado, deixou mais de 90 postos de atendimento do Estado do Rio parcialmente paralisados. Apenas os atendimentos agendados de perícia médica estavam sendo feitos pela manhã, nos principais postos da cidade. O diretor regional de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social do Rio (Sindsprev/RJ), Edílson Gonçalves Mariano, informou que as reivindicações são muitas e representam os interesses dos servidores e também dos segurados.
— Temos uma defasagem de cerca de dois mil funcionários só no Estado do Rio. O segurado demora meses para conseguir agendar um serviço em postos de atendimentos. Precisamos de novos servidores com urgência. Além disso, para prestarmos um bom serviço, precisamos de computadores funcionando, de sistema fidedigno, que hoje vive fora do ar — explicou.
Muitos usuários não sabiam da greve e reclamaram da paralisação nos serviços. O aposentado Paulo Ribeiro, 72 anos, chegou a um dos principais postos de atendimento na Praça da Bandeira, centro da cidade, para solicitar uma carta de concessão e criticou a greve.
—Só quem se prejudica é o povo, para variar — disse Ribeiro.
O eletricista Fábio de Santana, que se encontra de licença médica, estava há mais de uma hora aguardando para ser atendido na consulta agendada para perícia médica, mas apoiou à greve.
— É para o bem dos pacientes e dos funcionários, porque se houver melhora no INSS, ela será para todos — defendeu.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar contra a greve, que estabelece multa diária de R$ 100 mil em caso da manutenção da paralisação. Edílson informou que 30% dos serviços estão sendo mantidos como exige a lei, mas que ainda assim a Federação dos Servidores da Previdência Social (Fenasps) vai tentar cassar a liminar.

Fonte: Sindsprev/RJ