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Programa de apoio à Tecnologia Social

Ao divulgar o resultado preliminar do edital Apoio ao Desenvolvimento de Modelos de Inovação Tecnológica Social, a diretoria da Faundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou que 32 projetos, em 19 municípios do estado, foram selecionados na primeira etapa de avaliação. Rio de Janeiro tem cinco dos projetos pré-selecionados; Campos e Nova Friburgo, três, cada; Barra Mansa, Paraty, Paty do Alferes, Resende e São João da Barra, dois, em cada; e Bom Jesus do Itabapoana, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Conceição de Macabu, Magé, Maricá, Niterói, Pinheiral, Quatis, São Francisco de Itabapoana e Valença completam a lista, cada um com uma proposta.
 
– A participação crescente de empreendedores das diversas cidades fluminenses nos diversos editais que a diretoria de Tecnologia da Fundação vem lançando, desde 2007, mostra como o programa Rio Inovador vem cumprindo o seu objetivo de promover a interiorização de recursos para o desenvolvimento social e econômico das várias regiões fluminenses – disse o diretor-presidente da Faperj, Ruy Garcia Marques.
 
Voltado para o incentivo de projetos de inovação tecnológica que tenham aplicação social, o programa, que está em sua segunda edição (a primeira foi lançada em 2008), visa melhorar a qualidade de vida da população fluminense. As propostas de modelos de tecnologia social devem caracterizar-se pela simplicidade, baixo custo e fácil aplicação, além de permitir o uso de insumos e mão-de-obra locais, garantindo a proteção ao ambiente e produzindo um impacto positivo com propostas de solução para problemas sociais.
 
Como consta no edital, os projetos devem abordar temas considerados prioritários, como agricultura familiar e/ou cooperativada; hortas comunitárias; pecuária familiar e/ou cooperativada; aquicultura; processos agroecológicos; abastecimento: fornecimento de água potável para pequenas comunidades; produção de alimentos e fitoterápicos; alimentação: resgate de hábitos alimentares regionais; segurança alimentar e nutricional; saneamento básico; habitação de baixo custo; energia para pequenas comunidades e consumidores isolados; confecções e moda têxteis com produção comunitária; produção de cerâmicas e de bens minerais; e reaproveitamento e reciclagem de resíduos.
 
O programa conta com R$ 3 milhões, que serão pagos em duas parcelas. Desses recursos, 50% serão para despesas de capital (material permanente, equipamentos e obras), enquanto os 50% restantes serão destinados a despesas de custeio (material de consumo; pequenas reformas e adaptações de infraestrutura e instalações; serviços de terceiros, seja de pessoa física ou jurídica, desde que eventuais; despesas de importação – até o limite máximo de 18% do valor do bem importado -; e diárias e passagens no território nacional – até o limite de 5% dos recursos solicitados como despesas de custeio, desde que justificado no escopo do projeto). Os recursos solicitados, por projeto, não podem exceder R$ 150 mil.
 
O diretor de tecnologia da Faperj, Rex Nazaré, alerta que os proponentes dos projetos pré-selecionados devem estar atentos para o prazo de entrega da comprovação de situação econômico-financeira, que se encerra em 28 de maio. Após análise de toda a documentação, os resultados finais deverão ser divulgados a partir de 2 de junho.
 
– Cada vez mais, vimos lançando programas para a submissão de projetos com grande potencialidade de propiciar a melhoria da qualidade de vida de nossa população. Agora, são 76 municípios com projetos apoiados pela Faperj. A nossa meta é atingir todas as cidades fluminenses – completou.

Fonte: Faperj