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Programa Sala de Música reúne alunos

As vozes dos Canarinhos de Petrópolis abriram a edição 2010 do programa Sala de Música, uma realização das secretarias de Estado de Educação e de Cultura, e patrocínio do BNDES. O evento aconteceu na Sala Cecília Meireles, no Centro. Na plateia, cerca de 500 alunos de nove unidades escolares da rede estadual.

Sob a regência do maestro Marco Aurélio Lischt e acompanhamento do pianista Gustavo Medina, o coral apresentou repertório variado, começando pelo madrigal do século XVI Now is the month of maying, de Thomas Morley, até os tempos atuais, com Dias melhores, de Jota Quest.

O diretor da Sala Cecília Meireles, João Guilherme Ripper, destacou a importância de oferecer aos estudantes da rede pública a oportunidade de conhecerem música de qualidade e ainda tirarem dúvidas com os artistas convidados.

– Nossa missão é formar novas plateias, e temos alcançado esse objetivo, já que escolas de todo o estado têm participado. O projeto existe para que os jovens de hoje também possam usufruir na idade adulta de um bem cultural tão precioso. A Sala Cecília Meireles é um grande instrumento de ouvir música – disse, acrescentando que o prédio, construído para ser hotel no século XIX, se tornou sala de música apenas em 1965.

Para Ripper, educação e cultura devem caminhar juntas na formação dos jovens.
– Educação lida muito com emoção, afeto. Do mesmo modo é a cultura. Na música, existem os sons, o encantamento. O que esperamos é desenvolver o pensamento abstrato, a sensibilização, e dar abertura para que esses jovens apreciem o que não é concreto, mas importante para a vida.
Daiane Estevão e Lucas Eduardo Freire Moura, do Ciep Ayrton Senna da Silva, da Rocinha, nunca tinham assistido a um coral, e ficaram maravilhados com a afinação e a dedicação do grupo.
– Normalmente eu escuto pagode, mas agora acho que posso gostar de outros estilos – disse Daiane, de 16 anos.

Para Lucas, da 1ª série do Ensino Médio, o que mais chamou a atenção foi a harmonia.
– Achei lindo todos cantando juntos. Eles sabem interagir.

Géssica dos Santos Barbosa e Bruno Martins Patrício, do Colégio Estadual Prof. José de Souza Marques, da Vila da Penha, também só conheciam os corais e as orquestras pela televisão. Ambos têm o desejo de assistir a outros espetáculos.

– Sou músico e toco violão. De vez em quando, gosto de ouvir música clássica, mas acho que agora meu interesse aumentou. Ver ao vivo é bem mais emocionante – contou Bruno, de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio.

Fonte: Secretaria de Cultura