Início Plantão Rio Projeto da Ceasa oferece aulas de jiu-jítsu a jovens e crianças

Projeto da Ceasa oferece aulas de jiu-jítsu a jovens e crianças

 

Toda semana o estudante Thales Pereira, de 15 anos, sai de sua casa no bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, com seu kimono na mochila e parte rumo à Unidade Grande Rio da Ceasa-RJ, em Irajá. Lá, ele se junta a outros 30 alunos para praticar jiu-jítsu na segunda maior Central de Abastecimento da América Latina, duas vezes por semana.

As aulas, que fazem parte do projeto Rio 2016, realizado em parceria com a Superintendência de Esportes do Rio de Janeiro (Suderj), buscam promover o esporte como elemento capaz de contribuir para a transformação da realidade de jovens e famílias de baixa renda nas comunidades. Durante as aulas, Thales é um dos mais interessados em aprender as técnicas e as posições da “arte suave”.

De acordo com ele, foi na escola onde estuda que ficou sabendo do projeto.

– Nunca tinha lutado na vida quando vi o cartaz na escola. Me interessei e vim procurar para saber como funcionava.

As aulas estão fazendo diferença em mim, pois me sinto mais calmo e confiante. Espero levar isso para minha vida toda – disse Thales, que faz questão de comparecer a todas as aulas e tem como meta se tornar um faixa preta, assim como seu ídolo Vitor Belfort.

As aulas são dadas para meninos e meninas entre 5 e 16 anos. O projeto da Ceasa-RJ e da Suderj envolve outros esportes, como futebol, capoeira, ginástica laboral para os funcionários, entre outros. Para o presidente da Ceasa-RJ, Leonardo Brandão, o objetivo é levar oportunidades para ajudar na formação social dos moradores do entorno da Central de Abastecimento.

– Os jovens do entorno estão tendo espaço para o lazer e prática de atividades esportivas. O esporte é uma ótima forma de interagir e de formar uma criança de maneira saudável. Artes marciais são uma excelente maneira de aprender a ter disciplina e respeitar as pessoas – disse Brandão.

Localizada na Avenida Brasil, em Irajá, a Central de Abastecimento tem 2 milhões de metros quadrados, com 800 empresas atacadistas dos segmentos de comércio de frutas, legumes e verduras,cereais e serviços complementares, além de aproximadamente 2,8 mil produtores rurais, movimentando uma média de 80% dos produtos hortigranjeiros que chegam à mesa dos cariocas.