Início Plantão Rio Protesto no Rio pede adicional de periculosidade para motoboys

Protesto no Rio pede adicional de periculosidade para motoboys

Centenas de motociclistas participaram na manhã desta sexta-feira (5), no centro do Rio, de um ato para pedir à presidenta Dilma Rousseff a sanção do Projeto de Lei 2.865/11, que considera perigosa a atividade dos motoboys, garantindo um adicional de 30% sobre o salário. A proposta foi aprovada no fim de maio pelo Senado. De acordo com a Polícia Militar, 150 pessoas se reuniram em frente à sede da prefeitura do Rio e seguiram pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária, promovendo um buzinaço. De lá, os manifestantes seguiram para a sede do sindicato da categoria.

 

 

Os manifestantes são contrários ao sindicato, e no ato, chamado Periculosidade Já, pediram também a mudança na diretoria. Eles defendem ainda o aumento da cesta básica para R$ 15 por dia (atualmente recebem R$ 11) e facilidade para estacionar as motos no centro da cidade. Para um dos representantes do movimento, Tiago Alves, os motociclistas precisam ser respeitados pelos patrões.

 

 

“Esse ato serve de incentivo à presidenta, além de pedir mudanças no nosso sindicato, que não briga por nós. Chegamos a ficar mais de uma hora para tentar estacionar a moto no centro do Rio porque ninguém faz nada para mudar, não tentam acordos para mudar isso. Como todas as outras categorias, também queremos melhorias que permitam trabalharmos dignamente”, disse.

 

 

O motoboy Eduardo Souza, que está na atividade há seis anos, reclamou da pouca importância dada aos profissionais. “Se um colega se acidenta, no dia seguinte a empresa coloca outro no lugar, deixando muitas vezes de dar assistência. Não saímos de casa para brincar de andar de moto, e sim para trabalhar. Nosso serviço auxilia muito as empresas. Nós merecemos ser respeitados. Estamos cansados”, declarou.

 

 

O diretor do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho, afirmou que as negociações com o sindicato patronal sempre são difíceis e nem sempre conseguem satisfazer todos os envolvidos. “Já conseguimos um reajuste de 9,6%, elevando o piso salarial para R$ 940, com data base para 1º de junho. Colocamos isso em pauta e discutimos com o [sindicato] patronal. A insatisfação das categorias com os sindicatos é comum”, disse.

 

Agência Brasil