Início Plantão Rio Reunião marca recorde de cirurgias bariátricas realizadas pelo governo do estado

Reunião marca recorde de cirurgias bariátricas realizadas pelo governo do estado

 

O clima da manhã deste domingo, 27 de maio, no Hospital Estadual Carlos Chagas,em Marechal Hermes, era de alegria e gratidão. Grande parte dos 300 pacientes que já se submeteram à cirurgia bariátrica no Programa de Cirurgia Bariátrica da Secretaria de Saúde se reuniram na porta da unidade, que realiza as cirurgias, para comemorar com uma sessão defotos o recorde de procedimentos do programa. A marca foi batida no último dia 9 de maio. A previsão é que esse número quase dobre até o final do ano.

 

– Esperamos fechar 2012 com cerca de 550 cirurgias. Não existe outro programa tão eficienteno país em que seja usada a técnica de videolaparoscopia, significativamente menos invasiva e arriscada. Chegamos a mais de 300 pacientes operados sem nenhumaintercorrência – disse Cid Pitombo, coordenador do programa.

 

 

Juntos, os pacientes operados pelo projeto, que começou em dezembro de 2010, já perderam mais de 1,5 toneladas.

 

 

O projeto é coordenado pelo médico Cid Pitombo, mestre e doutor emcirurgia e membro do Comitê de Educação Continuada da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e também membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videoendoscópica. A equipe de Pitombo inclui, ainda, médico cirurgião e assistente, anestesista,nutrólogo, endocrinologista, nutricionista, fisioterapeuta, instrumentador e enfermeiro.

 

Cirurgia sem fila de espera

Os interessados em se candidatar ao programa devem procurar um atendimento ambulatorial próximo de casa para que um médico faça uma primeira avaliação a fim de detectar se a cirurgia é necessária ou não. Se a operação for indicada,o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consultade avaliação marcada. E, importante, não há fila de espera.

 

O paciente que tiver Índice de Massa Corpórea dentro do indicado (maior que40kg/m² ou maior que 35kg/m² quando associado a fatores de co-morbidade, como hipertensão e diabetes, entre outros), que preencha os pré-requisitos do Ministério da Saúde e não tiver doenças graves associadas é avaliado, preparado e operado. A equipe do médico Cid Pitombo também acompanha todo opós-operatório especializado, com orientações de nutricionista, psicólogo e avaliação periódica pelo cirurgião.

 

Rio de Janeiro é pioneiro na técnica menos invasiva

Todas as cirurgias são feitas exclusivamente por videolaparoscopia, que apresenta vantagens emcomparação às técnicas convencionais como menor incidência de complicações imediatas ou no pós-operatório, retorno mais rápido às atividades cotidianas e ao trabalho e resultado estético superior aos das técnicas convencionais. Além disso, a técnica – feita através de pequenos furos, nos quais são introduzidosuma microcâmera e micropinças – apresenta menos de 1% de mortalidade em gruposoperados. Na rede privada, uma cirurgia similar custa em torno de R$ 100 mil.

 

Tomógrafo especial

Em 2011, a Saúde adquiriu para o programa um tomógrafo especial capaz de realizar exames em pacientes com até 300 quilos, único em todo o País. Foram investidos R$ 1,59 milhão no equipamento.

 

-Antes, pacientes com obesidade faziam a tomografia em aparelhos veterinários. Decidimos instalar o tomógrafo no Carlos Chagas, porque possui o maior projeto de cirurgia bariátrica do Brasil, e assim dar dignidade a estes pacientes.Nossa meta é ampliar esse programa, levando a operação para pessoas do interior- afirma o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes.

 

 

Fonte: Governo do Rio