Início Plantão Rio Rio 2016: Brasil se une para torcer

Rio 2016: Brasil se une para torcer

O governador Sérgio Cabral desembarca nesta terça-feira (29/9) em Copenhague, na Dinamarca, onde acontecerá o ponto alto da disputada, técnica e apaixonante campanha para o Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016. No dia 2 de outubro, às 13h30 (horário de Brasília), o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciará, bem ao estilo de uma premiação do Oscar, qual das cidades concorrentes levará o troféu dos Jogos Olímpicos. Além do Rio, Chicago, Madri e Tóquio são finalistas.
Também como em um Oscar, estrelas pró-Rio 2016 estarão em Copenhague junto com Cabral – a começar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além dele, o “rei” Pelé; o presidente de honra da FIFA, João Havelange; o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; a medalhista olímpica do vôlei Adriana Behar; a velejadora Isabel Swan; e o candidato a anfitrião, o prefeito da cidade Eduardo Paes.
Cabral, Lula e Paes estarão juntos na apresentação final aos eleitores do COI – cujo ritual promete um clima de forte emoção. O Rio será a terceira cidade a exibir os seus argumentos aos delegados, depois de Chicago e Tóquio. A última será Madri. Depois dessa primeira parte, duas cidades deixam a competição e as duas grandes finalistas voltam ao palco para uma nova defesa.

O Rio destacará os dados técnicos – traçados minuciosamente – , mas não vai parar por aí. Fixará o fato de que, ao votar na candidatura carioca, os membros do comitê internacional poderão dar a chance de democratizar os Jogos, permitindo a sua realização, pela primeira vez, no continente sul-americano.

– Será um grande momento. Estamos confiantes e com a certeza que o Rio tem grandes chances de sair vencedor dessa disputa. O nosso balanço é muito positivo. Recentemente, o Rio foi eleito a cidade mais feliz do Planeta e o destino turístico mais importante da América do Sul. Estamos vivendo um momento especialíssimo. Os três níveis de governo dando garantias juntos; grandes empresários investindo na campanha; e a população, não só do Rio, mas de todo o Brasil e mesmo de outros países, dando total apoio ao nosso projeto. Além disso, o parecer do Comitê de Avaliação do COI sobre o nosso relatório foi o melhor possível – afirmou o governador.

O presidente Lula tem atuado como verdadeiro garoto-propaganda da Rio 2016. Semana passada, durante entrevista à imprensa em Nova York, ele disse que nenhum outro país precisa tanto dos Jogos Olímpicos quanto o Brasil. Lembrou ainda que o país é o único entre as dez maiores economias do mundo a não ter sediado uma Olimpíada.

– Para outros países, será mais uma Olimpíada. Para o Brasil, será algo que vai aumentar a autoestima dos brasileiros – afirmou o presidente.

Assim como Lula, Cabral ressalta que, uma vez realizadas no Rio, as Olimpíadas deixarão um importante legado social e estrutural para a cidade e o estado: mais e melhores trens para os sistemas ferroviário e metroviário; novas vias; urbanização; saneamento e infraestrutura esportiva – com formação de crianças e jovens – estão entre os benefícios.

– Sediar a Copa do Mundo de 2014 e depois os Jogos Olímpicos de 2016 seria muito importante para o Brasil e para toda a América do Sul. O nosso país está pronto para realizar uma grande celebração do esporte e do movimento olímpico. Chegou a nossa hora e confio muito neste projeto. Receberemos todos em 2016 com alegria, mas também com excelente estrutura – disse Pelé.

A integração entre os três níveis de governo, somada às condições técnicas, garantias financeiras, 85% de aprovação popular – de acordo com pesquisa da FIFA -, economia estável, e experiência em realização de grandes eventos foram pontos destacados durante a campanha da Rio 2016. Outros fatores ganharam ênfase, como o sucesso dos Jogos Panamericanos de 2007; a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e a escolha do Rio para sediar os Jogos Mundiais Militares, em 2011. Tudo isso, facilitará a entrega de várias instalações para 2016.

Nos últimos meses, o governador Sérgio Cabral dedicou-se a fazer a campanha olímpica em todas as suas viagens internacionais. Ele aproveitou missões governamentais e empresariais para se encontrar com membros votantes do COI de todo o mundo e pedir votos para o Rio. Cabral fez contato com 100% dos eleitores em viagens à Turquia, França, Cingapura, China, Alemanha, Suíça e Estados Unidos.

Esta é a primeira vez que o Brasil está na final de uma eleição para sediar Jogos Olímpicos – e os cariocas aguardam ansiosos pela decisão. Para que a população possa acompanhar o anúncio da cidade escolhida em tempo real, a prefeitura vai montar um palco em frente ao hotel Copacabana Palace. Além de um telão para a transmissão ao vivo da eleição em Copenhague, haverá shows do cantor Lulu Santos, do grupo Revelação e do DJ Dodô. A festa será conduzida pelo ator Eri Johnson.

A campanha da Rio 2016 foi cercada de cuidados técnicos, emoção e impactos positivos _ à margem da própria candidatura. Um deles é o de que o Brasil foi o último país a sofrer os efeitos da crise econômica mundial e o primeiro a sair dela. E mais: o Rio é a única cidade com verba reservada para o início imediato das operações dos Jogos, o que é muito bem visto pelo COI. Isso, graças a assinatura do termo de compromisso entre os três níveis de governo, assegurando um aporte de quase 700 milhões de dólares para as Olimpíadas.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e a secretária de Estado de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, estarão também em Copenhague, batalhando até o último momento pela decisão que, se positiva para o Rio, significará mais desenvolvimento para todo o estado.

– Estou sentindo que o mundo quer os Jogos no Rio. Dessa vez, o “Yes, we can” é nosso. O espírito do Obama é nosso. Aquilo que o Obama dizia ao povo americano, o “Me deem essa oportunidade”, é nosso. Estamos muito otimistas, mas vamos com muita humildade, pedindo voto até o último minuto – afirmou Cabral.

 

Fonte: Governo do Rio