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Rio ganha Instituto Global para Tecnologias Verdes e Empregos

A Secretaria do Ambiente e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe-UFRJ), inauguraram nesta segunda-feira (4/6) o Instituto Global para Tecnologias Verdes e Empregos, que terá sede no parque tecnológico da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. O local também vai abrigar o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

O lançamento, que aconteceu na sede da Coppe, na Cidade Universitária da UFRJ, faz parte da programação da pré-Rio+20 e conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Para o secretário do Ambiente, Carlos Minc, o instituto dá subsídio técnico a dois temas centrais da Rio+20: Governança Global e Economia Verde.

 

– Governança, porque o instituto vai fortalecer pelo lado tecnológico o Pnuma. O trabalho da ONU (Organização das Nações Unidas) nas áreas política, econômica e de direitos humanos conta com bastante apoio político, já a área ambiental, precisa ser reforçada – disse Minc.

 

Segundo o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, pesquisa e tecnologia fazem parte do processo de transição para uma economia sustentável, mas é preciso ter vontade política.

A uma semana da Rio+20, o chefe da Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores, embaixador André Corrêa, se disse otimista com a chegada do evento.

 

– A Rio92 foi época de avaliação e crítica ao rumo que o mundo estava tomando, já a Rio+20 será um encontro de discussões mais práticas, que devem resultar em um documento que possa ser verdadeiramente usado, que inspire os governos e a sociedade como um todo – disse Corrêa.

 

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, a opinião sobre desenvolvimento sustentável é consensual entre os chefes de Estado, mas não consegue avançar na prática.

 

– Desenvolvimento sustentável parece um mantra que todo mundo concorda, mas na hora de implementar esbarra no tal do desenvolvimento. Nenhuma nação renuncia ao desenvolvimento e é aí que a Economia Verde entra, como um pilar do desenvolvimento sustentável. Temos que acabar com o preconceito ambiental bobo – disse a ministra.

 

Nesse sentido, o Ambiente vem desenvolvendo iniciativas como o Polo Verde, primeiro parque tecnológico de centros de pesquisa integrando os conceitos de Inovação e Sustentabilidade. Em área de 240 mil km2, numa extensão do Parque Tecnológico do Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, o programa tem como meta a inauguração de quatro polos, um por ano, para promover a sinergia entre indústria, universidade e Estado, concentrando empresas de alta tecnologia, pesquisadores e profissionais especializados, incubadora tecnológica e infraestrutura com diferenciais voltados para o desenvolvimento sustentável.

 

– É possível crescer sem degradar o meio ambiente. O Rio é o estado que mais licencia, recebe investimento e que menos desmata a Mata Atlântica – disse o secretário Carlos Minc.

 

Fonte: Governo do Rio