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Rio luta contra a tuberculose

No Dia Mundial da Luta Contra a Tuberculose, dia 24 de março, a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), por meio do Programa de Pneumologia Sanitária, promove uma série de atividades para a população, na Central do Brasil. O objetivo é esclarecer a população sobre as formas de prevenção e o tratamento para a doença.

O evento terá distribuição de folders, depoimentos, música, dança e apresentação de peça de teatro educativa, relatando a história de um paciente com tuberculose que passa pelo tratamento supervisionado e se cura.

Coordenadora do Programa de Pneumologia Sanitária, Lísia Freitas explica que, hoje, o principal desafio dos profissionais de saúde é fazer com que os doentes cumpram rigorosamente o tratamento durante seis meses, tempo necessário para a cura da tuberculose. Quando a orientação não é seguida, o paciente pode desenvolver o tipo resistente da doença, com resposta muito mais difícil à medicação.

– Apesar de ter cura, o número de óbitos por tuberculose ainda é alto. A Sesdec tem investido no tratamento supervisionado, em parceria com a equipe de Atenção Básica. Quando o tratamento é seguido corretamente, ele dura seis meses e as chances de cura são de 99%. Já a tuberculose resistente apresenta um tratamento com duração de dois anos – afirma a coordenadora, lembrando, ainda, que os portadores de HIV estão mais sujeitos a contrair a doença.

Ainda em comemoração à data, a Sesdec participa, do dia 22 até o dia 25, do 3º Fórum Stop TB Partnership que, esse ano, acontece no Rio de Janeiro. O fórum é o maior encontro mundial de tuberculose e pretende reunir cerca de 1,5 mil participantes. A proposta é consolidar e reforçar o compromisso de erradicar a doença no mundo, unindo novos parceiros e proporcionando um espaço de discussão para identificar desafios e propor novas soluções.

– Haverá um espaço para o Brasil e uma programação extensa, com apresentação de trabalhos brasileiros. A Sesdec estará lá para passar a experiência que tem com a doença, dando exemplo de unidades que são referência no Estado – diz Lísia Freitas.

É o caso do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras, unidade especializada no tratamento da doença. No dia 26, o hospital vai receber representantes do Stop TB, a fim de compartilhar experiências sobre o diagnóstico e a cura.

– O Programa de Pneumologia Sanitária vem se empenhando para descentralizar as ações, dando mais atenção ao tratamento supervisionado. Os pacientes que sofrem da doença são assistidos durante a medicação, a fim de evitar o abandono do tratamento – afirma Lísia.

Pneumologia Sanitária: ações para diminuir a incidência de tuberculose

Um dos trabalhos da Sesdec é identificar as pessoas que apresentam sintomas da doença, como tosse por mais de três semanas. Ao ser atendido em uma unidade de saúde, o paciente deve passar pela baciloscopia, exame que detecta precocemente a tuberculose e é feito por meio da análise da secreção pulmonar.

A Secretaria, por meio do Programa de Pneumologia Sanitária, também desloca equipes para buscar pessoas com sintomas em favelas, presídios e albergues, já que a tuberculose é mais comum em locais superpovoados ou carentes.

No ano passado, a Sesdec lançou um vídeo institucional, produzido pela Gerência de Pneumologia Sanitária e pela Comunicação Visual. As imagens mostram a origem da doença, sintomas, transmissão e formas de tratamento e prevenção. Com seis minutos de duração, o material também chama a atenção para a gravidade da doença e a importância da continuidade do tratamento.

Tuberculose: o abandono que mata

No Estado do Rio de Janeiro são registrados anualmente cerca de 13 mil novos casos e 700 óbitos por tuberculose. Atualmente, existem no Estado cerca de oito mil pessoas pacientes em tratamento. Já a taxa de cura é de 74,87%, enquanto a de abandono é de 12,2%, − ambas bem abaixo da meta nacional, que é curar 85% dos casos diagnosticados e reduzir o abandono para menos de 5%. O Rio é também o estado com maior incidência em todo País: 82,1 (o que significa oito mil novos casos para cada 10 mil habitantes).
 

Por Ascom da Secretaria de Saúde

Fonte: Assessoria