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Rio registra maior aumento da renda média

Renda | foto de Photopin
O Rio de Janeiro registrou alta de 33,8% no rendimento médio dos trabalhadores entre 2003 e 2011, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A elevação foi a maior verificada entre as seis Regiões Metropolitanas pesquisadas e superou o índice de 13,8% registrado em São Paulo, que, historicamente, apresenta a maior renda do país.
O ganho de poder de compra que mais cresce desde 2003 – quando foi implementada a nova metodologia do estudo – é o da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (33,8%), seguida por Belo Horizonte (32,1%) e Salvador (30,9%). Porto Alegre (25,5%), Recife (21,1%) e São Paulo, onde a alta foi de apenas 13,8%, completam a lista.
A recuperação da economia fluminense proporcionou ainda a redução da diferença de renda entre cariocas e paulistas, que ganhavam R$ 234,99 a mais em 2003. No ano passado, o valor caiu para R$ 10,87. Enquanto a renda média no Rio passou de R$ 1.284,93, em 2003, para R$ 1.719,35 no ano passado, a variação na região metropolitana de São Paulo passou de R$ 1.519,92 para R$ 1.730,22.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, ressaltou que o desempenho é resultado da conjuntura que reúne os esforços do governo estadual em áreas como infraestrutura e segurança. Além do alinhamento com as esferas municipal e federal e o excelente momento de atração de investimentos pelo qual o estado passa, às vésperas da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016.
– O Rio de Janeiro é hoje o maior produtor de petróleo e gás natural do País e, em poucos anos, alcançará a primeira posição na produção de aço e terá o segundo polo automotivo do Brasil. Isso demonstra o nível de atratividade de investimentos e certamente contribuirá para aumentar o nível médio da renda do trabalhador fluminense – disse Bueno, que destacou ainda que o Estado lidera o volume de novos investimentos anunciado para o País, concentrando mais de US$ 100 bilhões até 2020.
Para o subsecretário de Integração de Projetos Sociais da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Antonio Claret, programas como o Renda Melhor, que vai transferir para os municípios R$ 250 milhões em 2012, podem ajudar o estado a elevar ainda mais a renda da população. A proposta é contemplar os beneficiários do Bolsa Família que vivem com menos de R$ 100 por pessoa com um complemento entre R$ 30 e R$ 300, com vistas a erradicar a pobreza extrema no estado até 2014.
– Vamos favorecer 250 mil famílias somente esse ano. Esse programa não é importante apenas para quem recebe o benefício, mas para a dinamização das economias locais, já que o dinheiro é investido no comércio, possibilitando a geração de empregos – avalia.
O subsecretário acredita também que duas vertentes do Renda Melhor, incluído no Rio Sem Miséria, vão contribuir para o aumento do poder de compra da população.
– O Renda Melhor Jovem, que possibilita ao estudante com bom desempenho escolar receber uma poupança de até R$ 3.100 ao fim dos estudos, vai elevar a escolaridade da população que futuramente ingressará no mercado de trabalho. Outra estratégia do programa é oferecer qualificação profissional para que as famílias tenham mais e melhores oportunidades de emprego. Esses são dois fatores que, sem dúvida, elevam o salário – afirmou Claret.

Fonte: Governo do Rio