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Rio Rural fortalece bacia leiteira com tecnologia de manejo sustentável

producao-de-leitePráticas sustentáveis de preservação e recuperação ambiental e o pastejo rotacionado, uma técnica de manejo intensivo do gado de leite, estão mudando o perfil da microbacia Rio da Prata, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Os incentivos são do Programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura, e estão beneficiando 150 pecuaristas da região.

“A microbacia tem vocação leiteira. Muitos produtores se mostraram interessados em receber ajuda para implantação dos pastejos rotacionados. Hoje, a adoção da técnica também vem abrindo espaço nas pequenas propriedades para a recuperação das matas”, explicou o médico veterinário da Emater-Rio e técnico executor do Rio Rural, Renato Côrtes.

Há cerca de um ano, os produtores familiares beneficiários do programa melhoraram sua qualidade de vida e aumentaram a renda, após à instalação de 16 pastejos e outros 16 subprojetos ambientais, como a recuperação de áreas de recarga, de matas ciliares e de nascentes. Ainda este ano, outros 40 subprojetos similares devem ser executados com apoio do programa.

Washington de Souza Soares trocou as lavouras de aipim e a produção de farinha pelo gado de leite.

“Meu pai trabalhava com leite, mas precisava de ajuda no manejo e eu ficava dividido. O momento em que resolvi me dedicar às vacas coincidiu com o apoio do Rio Rural e deu tudo certo”, disse o agricultor.

Atualmente com 22 vacas leiteiras, Washington tira 440 litros por dia e tem planos para, em seis meses, aumentar a ordenha para 700 litros diários com a compra de mais 15 vacas e formação de mais um hectare de pastejo rotacionado.
O pecuarista Mário Tadeu de Menezes é dono de 38 vacas, que se dividem em três hectares do sistema pastoril. Ele participa ha três anos do Programa Balde Cheio (da Embrapa Gado de Leite) e, no ano passado, ampliou suas atividades através do Rio Rural, além de investir na recuperação de área de recarga com o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica.

“O Rio Rural está proporcionando muitos benefícios em meu sistema produtivo. Antes, cada vaca dava oito litros diariamente e, hoje, esse número chega a 35. Até o fim do ano, pretendo produzir mil litros/dia”, avaliou Mário, cuja produtividade atual média é de 680 litros/ dia.

Todo o leite produzido é captado pela Cooperativa Agropecuária de Macuco, na Região Serrana. Aqueles que não contam com tanque de resfriamento individual na propriedade encaminham o produto para o tanque coletivo na Associação de Produtores de Dores de Macabu, na própria microbacia, para ser recolhido pelo caminhão da Cooperativa. Com os recursos do Rio Rural, já foram implantados 256 subprojetos de pastoreio rotacionado, totalizando um investimento de R$ 1,2 milhão.

 

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