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Rock in Rio: Metaleiros tomam conta do sétimo e último dia do evento

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Os fãs já estavam lá, há dias. Muitos dormiram perto da Cidade do Rock para não perder nenhum detalhe da noite de metal. Heavy Metal, Trash Metal, Power Metal, Death Metal, artistas alemães e brasileiros consagrados, a maioria com mais de 25 anos de carreira, atraíram uma legião de fãs. Todos estes estilos, nacionalidades e características estiveram presentes nos palcos espalhados pelas áreas do evento e nos palcos Sunset e Mundo do Rock in Rio. 

 

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A maratona de shows começou com a banda brasileira Viper e o ex-vocalista André Matos, fundador do grupo em 1985. Depois de 22 anos longe da Viper, já tendo passado por Angra e Shaman, André segue em carreira solo. Carry On foi cantada em peso pelos fãs e a surpresa de tocar no final uma versão heavy de We Will Rock You, do Queen, encerrou a apresentação com satisfação garantida entre o público.

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Na Rock Street, espaço inspirado na Grã-Bretanha e na Irlanda, foi a vez do bloco Sargento Pimenta cantar do alto de uma das casas da rua cenográfico. Os cariocas apresentaram músicas dos Beatles em ritmo de samba, em um show promovido pelo VisitBritain, órgão oficial de turismo do Reino Unido. O público vibrou ao som de Help, dos Beatles. Ao final, a banda ousou tocando funk e uma grande bandeira com a mensagem “Grã-Bretanha: você está convidado” foi aberta. O órgão esteve presente no Rock in Rio promovendo o turismo do Reino Unido a brasileiros.

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Na continuação do Palco Sunset, foi a vez do encontro entre os alemães da Destruction e os brasileiros da Krisiun. De diferentes gerações, a Destruction, com mais de 30 anos de estrada, e a Krisiun, gaúchos com 23 anos de banda e recém-vindos de uma turnê europeia, fizeram um show que agradou em cheio aos fãs de trash e death Metal. Dois vocalistas, duas baterias, 14 músicas e um público bastante receptivo foram os ingredientes deste show.

 

Outra banda alemã também fez a festa da plateia na sequência. Helloween tocou junto ao ex-vocalista, Kai Hansen, num formato parecido com o do primeiro show da tarde. O repertório valorizou músicas de todas as fases do grupo e da carreira solo de Hansen. A Helloween, inclusive, é considerada uma das criadoras do Power Metal.

 

Sepultura e Zé Ramalho fecharam a programação de parcerias do Sunset tocando músicas como “A Dança das Borboletas”, “Da Lama ao Caos” e “Admirável Gado Novo”. Pelo mesmo palco, passaram encontros de diferentes vertentes do metal: Helloween com Kai Hansen, Destruction com Krisiun, e Andre Matos com os ex-colegas de Viper.

 

No fim da tarde, o público também conheceu o vencedor do concurso internacional de dança de rua.  A grande final do concurso Street Dance Rock in Rio Internacional surpreendeu até mesmo o público apaixonado por um som mais heavy. As três equipes de dança de rua – que representaram Brasil, Lisboa e Madri – exibiram coreografias inéditas e arrancaram aplausos da galera no palco Street Dance. O grupo de Curitiba, Brainstorm – formado por Juliana Roumbedakis, 26 anos; Pamela de Brito, 22; Eduardo Alcantara, 21 e Guiga de Souza, 23 do Paraná – foi o vencedor e faturou o prêmio de R$ 45.166,00.

 

“A nossa vitória comprovou que valeu a pena as horas dedicadas à dança”, afirma Juliana Roumbedakis, diretora artística do grupo. Ela disse ainda que o dinheiro ganho no prêmio será investido no próprio Brainstorm.

 

O júri formado pela vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, e os diretores artísticos do Palco Street Dance, Bruno Bastos e Miguel Colker, elegeu o Brainstorm por unanimidade. “A equipe brasileira foi a vencedora porque apresentou uma coreografia com início, meio e fim e nós também gostamos muito da sincronia do grupo”, comentou Miguel Colker.

 

 

Às 18h30, os brasileiros do Kiara Rocks abriram os shows do Palco Mundo. De saída, a banda tocou Ace of Sapades, do Motorhead, e impôs respeito entre o público. Duas participações especiais emocionaram os roqueiros, principalmente os mais saudosistas. Nada mais, nada menos, que o inglês Paul Dianno, primeiro vocalista da banda Iron Maiden dividiu o palco com o vocalista Cadu Pelegrino. A outra surpresa da apresentação foi o guitarrista Marcão, ex-Charlie Brown Jr. Esta é a primeira vez que o músico se apresentou após a morte do parceiro Champignon. Ambos fazem parte do projeto Rockfella, grupo musical formado por ex-integrantes do Iron Maiden, Raimundos, Charlie Brown Jr e Sepultura. Juntos, os roqueiros interpretaram Wratchild, Highway to Hell, do AC/DC e Blitzkrieg, dos Ramones, e foram ovacionados público. 

 

 

Na sequência o Rock pesado de Slayer, logo após, Avenged Sevenfold e fechando a noite e maratona dos sete dias de shows, o tão esperado Iron Maiden que incendiou a Cidade do Rock e se apresentou com uma chuvinha fina.

 

 

O repertório foi sabiamente escolhido com músicas lançadas há mais de 20 anos. O espetáculo foi baseado na turnê de “The seventh son of a seventh son”,  disco de 1988. O show começou à 0h12 de segunda-feira (23) e durou quase duas horas.

 

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A edição de 2013 terminou na madrugada de segunda, dia 23, mas em 2015 a organização do evento promete muitas surpresas para comemorar os 30 anos do evento que tomou conta do mundo.