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Rodoviários de Nova Iguaçu debatem acordo coletivo

As condições de trabalho e o acordo coletivo dos rodoviários de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foram os pontos mais discutidos durante a audiência pública realizada pelo presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio,  deputado Paulo Ramos (PDT),  nesta  segunda-feira (21/08), na Assembleia Legisltaiva do Rio (Alerj).  A dupla  função do motorista que também atua como cobrador – o chamado "motorista júnior" – foi o ponto de insatisfação comum  da categoria.

– Estamos diante de uma situação dura de aceitar. O que vejo aqui é uma classe dividida e insatisfeita com os seus representantes sindicais, e que precisa ser revista urgentemente, ressaltou Ramos. Segundo ele, há muitas divergências dentro da própria categoria e que, se não forem sanadas com urgência, não haverá conquistas. É preciso unidade.  Não existem, por exemplo, divergências no setor patronal, como ocorre entre os rodoviários. Uma das possibilidades de fortalecer os trabalhadores é a luta que estamos travando na Alerj para a extinção do motorista junior, disse o parlamentar ao citar o projeto de lei 50/2007, de sua autoria, em tramitação na Casa.  O texto propõe que os microônibus com até 28 passageiros só circulem com a presença do motorista e de um cobrador.

-Reconhecemos o grande empenho do deputado, porque a medida dos patrões já causou a demissão de dez trabalhadores nos últimos quatro anos. Estamos torcendo para que o projeto se transforme em lei o quanto antes, disse o representante dos trabalhadores  rodoviários de Nova Iguaçu, Aloísio Pereira da Silva, que discorda, entre outras cláusulas do dissídio coletivo, da que permite o desconto de 1%  dos salários para o sindicato.

– Nem as empresas e o sindicato nos apresentaram demonstrativos apontando de onde é arrecado o dinheiro: se dos patrões ou de nossas horas extras.  Afinal, são cerca de cinco  mil trabalhadores no município e alguém deve nos prestar conta disso,  argumentou Silva, que anunciou uma reunião para a próxima sexta-feira (25/09), às 16h, no Sindicato dos Bancários, na Via Light. "O nosso sindicato nunca  nos ofereceu condições de mobilização, nem acordo, por isso procuramos outras alternativas", concluiu ele.  

Durante as discussões, o secretário do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Nova Iguaçu, Antonio Assis Amaro, afirmou que as reclamações dos trabalhadores são legítimas mas que o dissídio coletivo foi aceito pela categoria depois de várias reuniões: – Não se justifica tanta reclamação agora. São opiniões de ativistas de oposição, o que é comum numa democracia, e nós aceitamos. Estamos prontos para sentar  e discutir. Se não for viável  o desconto de 1%, que se volte à estaca zero. Que fique claro que esse dinheiro vem sendo aplicado  no atendimento médico e odontológico dos trabalhadores e seus familiares. Acatamos as sugestão do deputado Paulo Ramos e deixamos claro que a associação está aberta para as reuniões que se fizerem necessárias, garantiu Amaro.

Também estiveram presentes à audiência o chefe de fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego  de  Nova Iguaçu, Adriano Tanure, e o superintendente  do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Nova Iguaçu, Mario de Oliveira Neto.

 

 

Fonte: Alerj