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Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro promove testagem rápida de HIV

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu na segunda-feira (2/11), no Instituto de Assistência dos Servidores do Rio de Janeiro (Iaserj), um evento para prevenir e conscientizar sobre as formas e riscos de contaminação pelo vírus HIV. A ação, que lembra o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, celebrado em 1 de dezembro, aconteceu na unidade Maracanã, onde um caminhão itinerante contou com profissionais de saúde realizando a identificação do vírus HIV na população. Foram disponibilizados 200 testes rápidos e houve a distribuição de preservativos masculinos e femininos.

– A medicina avançou muito e hoje é possível que pacientes portadores do vírus HIV vivam bem, muitas vezes sem apresentar os sintomas da Aids. Mas, para isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto antes o tratamento for iniciado, maior a qualidade de vida. Com essa ação, queremos facilitar o acesso da população ao teste, que também é oferecido todo o ano em unidades municipais – diz o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

A testagem rápida de HIV é realizada com apenas um furo na ponta do dedo para colher uma amostra de sangue e o resultado é gerado em 15 minutos. Caso dê positivo para o vírus, será feita uma segunda amostragem para confirmação. Em seguida, profissionais capacitados irão abordar e aconselham o paciente sobre o tema, que já sairão do evento com uma consulta agendada para o Iaserj para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

– Nosso Polo HIV é referência no estado e para esta data tão importante estamos reunindo forças, juntando nossa estrutura e nossos profissionais, com a unidade móvel itinerante, para realizar o maior número de testes, com todo o acompanhamento necessário – afirma o presidente do Iaserj, Bruno Chagas.

Polo HIV do Iaserj Maracanã

Atualmente, há 696 pacientes registrados no Polo HIV do Iaserj com cadastro ativo, com carga viral não detectada – principal objetivo do tratamento. Todos os testados são acolhidos e atendidos no ambulatório do Maracanã, que conta com profissionais, medicamentos e exames disponíveis para atender a atual demanda. Do total de pacientes, 65% são do município do Rio de Janeiro, 20% da Baixada Fluminense, 12% de Niterói e São Gonçalo e 3% de Itaboraí. A relação homem-mulher é de quatro para um.

Ações da SES

O apoio à atenção primária à saúde tem sido uma das prioridades da SES na nova gestão, tendo alcançado, até novembro, mais de R$40,8 milhões de investimentos. Para prevenir e combater a Aids no estado do Rio de Janeiro, a SES fornece preservativos, capacita os profissionais de saúde e forma multiplicadores locais. Um dos grupos mais vulneráveis à contaminação por HIV, os jovens estão participando de rodas de debate com técnicos da SES para pensar em melhores estratégias e apresentar propostas de prevenção com comunicação adaptada para esse público.

Ainda em integração com os municípios, a SES passa a entregar às secretarias de Saúde municipais a relação local – que antes era acessada de forma burocrática e terceirizada – de pessoas vivendo com Aids que podem ser elegíveis para tratamento de infecção latente por tuberculose, fazendo uso que um medicamento que está sendo introduzido no SUS pelo Ministério da Saúde. A tuberculose é um dos principais complicadores da Aids com maior risco de óbito.

Mais uma frente de atuação da SES em combate à Aids foca em menores de cinco anos que contraíram o HIV por transmissão vertical, isto é, pela mãe – seja no pré-natal, parto ou amamentação. O trabalho abrange o monitoramento de gestantes, inclusive tentando identificar quais são soro-positivas; a investigação de cada caso, avaliando as circunstâncias da contaminação da criança exposta; e o acompanhamento das crianças quanto seu desenvolvimento e tratamento gratuito pelo SUS.

Na rede estadual, além do Iaserj Maracanã, o Hospital Estadual Azevedo Lima conta com ambulatório de Aids. Já as UPAs atuam na oferta de Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP) para pessoas que possam ter se exposto ao vírus HIV. As maternidades estaduais também têm recebido visitas dos técnicos da SES para verificação de protocolos e capacitação de profissionais sobre os riscos da transmissão vertical.