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Serviços móveis de imagem chegam aos 65 mil exames no estado

 

Os serviços móveis de imagem da Secretaria de Estado de Saúde acabam de bater a marca de 65 mil exames. As duas tomografias computadorizadas móveis (TCMs) ultrapassaram, juntas, os 50 mil exames realizados e a ressonância computadorizada móvel (RCM) chegou aos 15 mil procedimentos. O primeiro tomógrafo móvel foi inaugurado em agosto de 2009 para ajudar a diminuir a demanda reprimida por exames de diagnóstico por imagens nos municípios do interior do estado e oferecer conforto aos pacientes que não precisam mais se deslocar de suas cidades para fazer o procedimento. Os resultados foram tão satisfatórios que, ano passado, a SES adquiriu um segundo aparelho, que se divide nas visitas aos municípios. O aparelho de ressonância móvel foi inaugurado em agosto de 2010.

 

– O Governo do Rio de Janeiro é pioneiro na implementação do serviço móvel de imagem e hoje, segundo o fabricante dos aparelhos, estas unidades são as que mais produzem exames no mundo. Esta marca nos orgulha, pois significa que milhares de moradores do estado passaram a ter acesso ao diagnóstico por imagem que antes não tinham. Isso é fundamental para que os médicos façam diagnósticos mais precisos e precoces – explica o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes.

 

Instalado em uma carreta especial, fabricada e montada por uma empresa norte-americana, o tomógrafo móvel é capaz de realizar um exame em 30 segundos (enquanto os aparelhos antigos levam entre 20 e 40 minutos), permitindo um diagnóstico mais rápido e preciso. O tomógrafo computadorizado móvel é operado por médicos radiologistas e o resultado do exame é entregue à Prefeitura.

 

Os TCMs funcionam das 7h30 às 18h30 e, aos sábados, das 7h30 às 15h. Os aparelhos têm capacidade para realizar 70 exames por dia cada um. As tomografias móveis funcionam com gerador externo ou eletricidade externa, mas possuem um gerador próprio, com capacidade para operar de oito a nove horas por dia; dois aparelhos de ar-condicionado, elevador para macas e cadeira de rodas e contam, ainda, com vestiário para o paciente.

 

O aposentado Plínio Souza Barreto, de 74 anos, descobriu a causa de sua doença depois de fazer o exame de tomografia móvel na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, no ano passado.

 

– Sentia dor, mas os médicos não conseguiam identificar o que eu tinha, pois na radiografia não aparecia nada. Depois que eu fiz o exame de tomografia computadorizada, foi possível chegar a um diagnóstico. Fui bem atendido e levou menos de uma semana para a Secretaria Municipal de Saúde fazer o agendamento – afirma o aposentado.

 

Ressonância móvel – Com mais de 15 mil exames realizados, o RCM tem capacidade para fazer até 35 procedimentos por dia. O único aparelho de ressonância magnética instalado em uma unidade pública de emergência no estado do Rio de Janeiro encontra-se no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. O Rio Imagem, centro de diagnóstico por imagem da Secretaria de Estado de Saúde, também oferece o exame.

 

Agendamentos – Os agendamentos dos serviços de tomografia e ressonância móveis são feitos pelas secretarias municipais de Saúde, que recebem o pedido médico do paciente, encaminham a planilha com as demandas para o serviço da SES e informam os pacientes sobre a data, hora e local do procedimento. Quem tem celular recebe essas informações via torpedo telefônico até 48 horas antes do dia marcado. Após um período de 10 a 15 dias úteis, o município entrega os resultados ao paciente para que sejam encaminhados ao seu médico.

 

Ressonância x Tomografia

Os exames de imagem possibilitam um diagnóstico preciso e rápido, além de permitir um tratamento mais adequado. A diferença entre os dois serviços não é uma questão de qualidade e, sim, de aplicações e tecnologia. A ressonância utiliza um campo magnético elevado para formar a imagem e o paciente não pode ter nada ferromagnético ou sensível ao campo magnético no corpo, como, por exemplo, marca-passo, implantes, piercing ou próteses ferromagnéticas. Além disso, a ressonância magnética é um exame mais demorado (leva entre 20 e 40 minutos) do que a tomografia e o paciente precisa ficar absolutamente imóvel; do contrário, o exame precisa ser refeito.

 

Em contrapartida, não possui radiação ionizante, diferente da tomografia. A indicação deve partir do próprio médico. Para tecidos moles, como encéfalo, medula espinhal e óssea, músculos, tendões, meniscos, cartilagem, fígado, vasos e artérias cerebrais, a ressonância é mais indicada por ter maior sensibilidade e especificidade diagnóstica. Já para pacientes vítimas de trauma, com cálculos renais e doenças do tórax, a tomografia é o procedimento ideal.

 

 

Fonte: Governo do Rio