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Taxistas e agentes da Lei Seca doam sangue

Pelo menos 500 motoristas de táxi e 170 integrantes da equipe da operação Lei Seca se reuniram, na manhã desta segunda-feira, no Sambódromo, para salvar vidas. E, desta vez, a parceria não foi para evitar acidentes de trânsito por causa do consumo de bebida alcoólica. Com o apoio técnico e material do HemoRio, o grupo doou sangue para o instituto que, depois de um longo feriado de quatro dias, mais uma vez registra queda nos estoques reguladores.

– Ao longo de 13 meses, desde a deflagração da operação Lei Seca no dia 19 de março de 2009, os taxistas, verdadeiros anjos do asfalto, estão ao nosso lado durante todas as madrugadas. Neste ato proposto pela própria categoria, eles estão hoje aqui para abastecer o HemoRio e o Pedro Ernesto, que estão com os estoques muito baixos. Esta é mais uma parceria saudável com quem já nos ajudaram a salvar 5.037 vidas e agora vão ajudar a salvar outras vidas através da doação de sangue – agradeceu o porta-voz da operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes.

A operação Lei Seca, coordenada pela Secretaria de Estado de Governo, é uma campanha educativa e de fiscalização, de caráter permanente, que abrange os bairros da Capital e municípios da Região Metropolitana (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá) e da Baixada Fluminense. Os motoristas são abordados em blitzes nas ruas e passam pelo teste do etilômetro para medir o teor de bebida alcoólica ingerida. Em paralelo, cadeirantes vítimas de acidentes de carro, estudantes de Medicina e fiscais da Secretaria fazem panfletagem em bares, boates e restaurantes sobre o perigo de misturar direção e álcool.

Para a diretora-geral do HemoRio, Clarisse Lobo, a iniciativa é perfeita em todos os sentidos, uma vez que o instituto poderá, no futuro, contar com um público doador permanente e expressivo e pelo fato de associar a instituição a políticas de governo voltadas à preservação da vida.

– Essa iniciativa dos taxistas é extraordinária. Novamente colocamos juntas duas iniciativas importantes do Governo do Estado: o HemoRio salvando vidas e os taxistas difundindo essa ideia. Na verdade, o que falta hoje é a cultura da doação de sangue. No caso da Lei Seca, a cultura do não dirigir depois de beber já foi assimilada. E, doar sangue é mais ou menos isso – explicou Lobo, lembrando que iniciativas como esta dos taxistas aliviam momentaneamente a demanda reprimida, mas é preciso uma cultura de doação.

O taxista Marinaldo Gomes, responsável pela iniciativa e um dos primeiros doadores de sangue na tarde desta segunda-feira acredita que a categoria está pronta para ampliar sua presença na central de atendimento do HemoRio e postos de coleta.

– Em menos de sete encontros organizados para este fim, sem qualquer tipo de apelo ou publicidade, só hoje reunimos cerca de 500 taxistas, mas a ideia é pelo menos dobrar esse número de doadores em uma segunda convocação da categoria. Hoje viemos aqui doar um pouco de amor, de vida e de sangue para quem realmente precisa – festejou.

Pela manhã, a classe se reuniu cedo próximo ao estádio do Maracanã. Com o apoio da Polícia Militar e agentes da Guarda Municipal, os taxistas e membros da equipe da operação Lei Seca seguiram até o Sambódromo, onde fizeram o cadastro necessário para a doação. O trabalho segue durante toda a tarde e quem estiver apto a doar é levado por um microônibus a serviço do HemoRio até a sede do instituto (Rua Frei Caneca, 8 – Centro) para fazer a coleta.

No Rio ainda há mais 26 postos públicos de coleta de sangue coordenados tecnicamente pelo HemoRio. Os endereços e horários de funcionamento dos postos podem ser obtidos pelo Disque Sangue (0800 282-0708), que esclarece outras dúvidas e agenda a doação com hora marcada.
Desde o início da operação Lei Seca, em março de 2009 até 30 de abril deste ano, 205.168 motoristas foram abordados em blitzes, 38.138 deles receberam multas e 11.577 veículos foram rebocados. No mesmo período, 15.580 carteiras de habilitação foram recolhidas e os agentes realizaram 193.401 testes com etilômetro. Foram aplicadas 2.512 sanções administrativas e 899 criminais.

Fonte: Governo do Rio