Início Destaque Tontura: diagnóstico errado é comum e causa ônus à saúde do paciente

Tontura: diagnóstico errado é comum e causa ônus à saúde do paciente

Cerca de 10% da população mundial se queixa de tontura

Ao contrário do que é do conhecimento comum, nem toda tontura deve ser relacionada diretamente com a labirintite. Pensando nisso, para um tratamento correto, é indispensável que o profissional responsável pelo diagnóstico esteja ciente dessa dinâmica. Na maioria dos casos, por exemplo, a causa pode ser a vertigem posicional paroxística benigna. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um terço da população chega a sofrer com algum tipo de tontura por motivos diversos.  Saber diagnosticar corretamente essas múltiplas razões, além de recomendar os procedimentos que se encaixam de forma pertinente na saúde do paciente é um dos objetivos do II Encontro Internacional de Otoneurologia e Reabilitação Vestibular que acontecerá no Rio de Janeiro, em agosto.

Os avanços no setor, por meio de encontros como esse e pesquisas na área, se relevam indispensáveis. Nas últimas décadas foram desenvolvidos recursos da reabilitação vestibular (RV) e da otoneurologia (subespecialidade da Otorrinolaringologia) para identificar e controlar o sintoma vertigem e promover a recuperação sensorial e funcional. Tais recursos usados em nível ambulatorial ou em consultório, poderiam evitar o aumento de pacientes nos hospitais.

“O uso dessas técnicas ainda depende, em grande parte, da experiência pessoal e formação educacional individual do médico, do fisioterapeuta ou do fonoaudiólogo. Avaliação individualizada do paciente e programas terapêuticos específicos para diferentes condições são ainda escassos. Atualmente, a RV ainda é frequentemente utilizada de maneira inespecífica em pacientes com tontura, independentemente dos achados clínicos”, esclarece André Luis dos Santos, presidente do encontro, fisioterapeuta vestibular, fundador/diretor do Instituto Brasileiro de Fisioterapia Vestibular e Equilíbrio (IBRAFIVE) e doutor em Ciências Médicas.

Estudos revelam, ainda, que cerca de 10% das pessoas ao redor do mundo se queixam de tontura e vertigem. Apenas nos EUA, 4,4% dos atendimentos em serviços de emergência corresponde à tontura. Além disso, esses números refletem nos gastos destinados ao setor: dados recentes provenientes do Canadá, em pesquisa de 2019, revelam que o custo anual correspondente à internação hospitalar de pacientes com tontura chega a aproximadamente US$31 milhões. Dentre os diversos fatores que explicam altos índices de internações e exames desnecessários citados pelos autores do estudo, está a falta de preparo da equipe responsável para lidar com a queixa dos pacientes.

“Quando pensamos na melhor abordagem, de forma racional e individualizada, para cuidar do paciente que se queixa de vertigem e desequilíbrio, é saudável considerarmos dois importantes caminhos: 1) o preparo/treinamento do profissional e 2) a correta informação/divulgação ao público. Para podermos usufruir das técnicas mais atualizadas, as comunidades clínica e científica da otoneurologia e da reabilitação vestibular devem se esforçar para educar e preparar médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos na realização de exames corretos na avaliação, saber identificar os fatores que impedem o processo de recuperação/reabilitação e a redução dos sintomas, assim como serem fontes divulgadoras das novidades para a população em geral, através dos principais meios de comunicação”, afirma Dr. André Luis dos Santos.

Encontro acontece no Rio de Janeiro e tem relevância internacional

Para profissionais da área de saúde que desejam mudar essa dinâmica, o II Encontro Internacional de Otoneurologia e Reabilitação Vestibular acontece em Ipanema nos dias 15, 16 e 17 de agosto. O evento já é considerado o maior da área em 2019. Serão grandes nomes da pesquisa no segmento, como Susan Whitney (EUA), Michael Schubert (EUA), Dario Yacovino (Argentina), dentre outros. Voltado para fisioterapeutas, médicos, fonoaudiólogos e estudantes, as palestras acontecerão nos dois primeiros dias; já o último contará com o Master Curso: o período da manhã com aula teórico-prática e apresentação de casos clínicos, enquanto a tarde serão apresentadas técnicas de reabilitação vestibular na prática. A responsabilidade de trazer essas grandes formações no país é do Instituto Brasileiro de Capacitação e Aprimoramento Profissional (IBRACAP) e do Instituto Brasileiro de Fisioterapia Vestibular e Equilíbrio (IBRAFIVE).

“No II EIORV teremos a grande oportunidade de encontrar, ouvir e trocar ideias com os principais pesquisadores e clínicos do mundo, que apresentarão suas pesquisas e experiências da mais atual abordagem global ao paciente vertiginoso. Como diferencial, teremos mesas-redondas de alto nível e com tempo garantido para perguntas e respostas entre os inscritos e os palestrantes.  Não tem como perder este excepcional evento científico e multiprofissional”, comenta André Luis dos Santos, fisioterapeuta vestibular.

O evento conta com o apoio da Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN). Além do patrocínio das empresas parceiras Interacoustics e da Contronic.

Serviço:

Quinta (15/08/2019) – 10h as 17h
Sexta (16/08/2019) – 10h as 17h
Sábado (17/08/2019) – 8h as 17h

Link de inscrição: https://www.eventbrite.com.br/e/ii-eiorv-encontro-internacional-de-otoneurologia-e-reabilitacao-vestibular-registration-60129952306