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Túnel Rebouças irá ter contigenciamento

O Prefeito Eduardo Paes lançou o Plano de Contingência e Mitigação de Impactos para o Túnel Rebouças, que liga as regiões Sul e Norte do Rio. A apresentação ocorreu no Controle de Tráfego por Área (CTA) da Prefeitura, no Centro.

O plano de contingenciamento é único do tipo em todo o Brasil, e foi feito sob medida para o trânsito carioca, reunindo um conjunto de ações e rotas alternativas que pretendem minimizar os efeitos no trânsito em caso de acidentes dentro das galerias do túnel.

Ao lado do secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, e da presidente da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), Cláudia Secin, o prefeito conheceu os detalhes do plano, que será implantado ao longo deste mês de abril, a partir de cursos para todos os agentes dos diversos órgãos da Secretaria de Transportes e da Guarda Municipal envolvidos. Também estão previstas simulações, durante a madrugada, para treinar essas equipes.

Em entrevista à imprensa, Paes comentou a importância desse plano de ação, lembrando do acidente ocorrido em fevereiro, quando um ônibus da Comlurb tombou dentro de uma das galerias no sentido Rio Comprido, causando um grande congestionamento em quase toda a Zona Sul.

– O acidente foi fundamental (para a elaboração do plano), pois infelizmente certos problemas precisam acontecer para que a administração pública tenha que se sacudir. Vamos tratar de antever essas situações. O que não podemos é ficar inertes, sem tomar nenhuma atitude – comentou o prefeito.

Ele comparou o plano de contingência a um maestro, que reúne os diversos talentos de uma orquestra e os orienta na medida certa, sem exageros nem falhas, para que produzam uma sinfonia harmônica.

– O Plano utiliza os recursos de que dispomos e faz com que ajam em conjunto. O que a gente quer é que a “orquestra” toque afinada, que haja um maestro responsável por fazer com que as coisas funcionem – explicou Paes. Ele acentuou, no entanto, que mesmo o Plano não é garantia absoluta de que nada mais vá prejudicar o trânsito, mas sim uma resposta rápida para possíveis incidentes.

Detalhamento – Os detalhes do Plano de Contingência foram apresentados pelo secretário Alexandre Sansão, por Cláudia Secin e pelo diretor de Operações da CET-Rio, Carlos Alberto Silva Júnior. Eles explicaram que o Plano de Contingência do Túnel Rebouças foi desenhado para agilizar ao máximo a desobstrução dessa via, e ainda adotar ações que garantam a circulação dos motoristas.

O Túnel Rebouças é uma via antiga e sem áreas de escape, por onde passam em média 180 mil veículos por dia e são feitos mensalmente 800 atendimentos por mês. Dentro do Plano de Contingência terá monitoramento 24 horas, com equipes de agentes de trânsito da GAE (Gerência de Áreas Especiais) e guardas municipais permanentemente de plantão.

Para definir quais ações devem ser tomadas, a SMTR definiu quatro níveis de alerta: Observação, Atenção, Alerta e Alerta Máximo. A classificação desses níveis varia a partir do tipo de acidente, tempo de duração para resolvê-lo e impacto no trânsito.

– Atualmente, 90% dos casos que acontecem no Túnel Rebouças são de Atenção, ou seja, veículos enguiçados ou acidentes sem vítimas, ocupando uma faixa de trânsito e de rápida solução – comentou Alexandre Sansão.

Em todos os casos, a GAE é responsável por alertar o Grupamento de Trânsito da GM-Rio e todos os órgãos da Secretaria envolvidos para que tomem as providências necessárias. Entre as ações previstas estão pontos de bloqueio nas vias de acesso ao Rebouças, a orientação aos motoristas por guardas municipais, para impedir veículos presos em engarrafamentos, e a desobstrução da pista interditada.

No caso do Alerta Máximo, o mais grave dos níveis (quando há o fechamento total de uma das galerias do túnel), além dessa mobilização serão emitidos avisos aos motoristas através dos quatro painéis eletrônicos da cidade (na Praça Sibélius, na Gávea; na Rua Humaitá, sentido Jardim Botânico; na Avenida Venceslau Brás, em Botafogo; e na Av. General Justo, no Centro, no sentido da Ponte Rio-Niterói) e pelos órgãos de imprensa, por meio da Assessoria de Comunicação Social da SMTR. Há ainda a possibilidade de adotar faixas reversíveis na galeria vizinha à interdição, para facilitar o escoamento do tráfego.

Com o fechamento, os técnicos da CET-Rio também vão recomendar rotas alternativas aos motoristas que vierem das zonas Sul e Norte, utilizando no sentido Centro/ Zona Sul o Viaduto da Perimetral, a Avenida Rodrigues Alves, o Aterro do Flamengo, a orla oceânica, a Linha Amarela, o Alto da Boa Vista e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá. Essas mesmas vias e outras secundárias serão recomendadas aos veículos que estiverem na Zona Sul e queiram acessar o Centro e a Zona Norte.

– No entanto, se essas rotas alternativas também forem afetadas por outros problemas o Plano será alterado, com a indicação de vias mais adequadas – esclareceu Cláudia Secin. Segundo ela, exatamente pela dinâmica com que o trânsito no Rio de Janeiro se desenvolve foi criado um grupo permanente dentro da CET-Rio, responsável por atualizar o Plano de acordo com as mudanças na malha viária da cidade.

Outra medida prevista é a parceria com empresas de ônibus, para que estas mantenham reboques superpesados em diferentes pontos da cidade, para ajudar a remover ônibus e outros coletivos das galerias, se necessário.

De acordo com Alexandre Sansão, o Plano de Contingência será expandido para outras vias que sejam pontos-chave da cidade. As próximas a serem contempladas serão o Túnel Santa Bárbara, a Autoestrada Lagoa-Barra, a Avenida Brasil e a Linha Amarela.

Fonte: Prefeitura do Rio